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Reconhecimento facial entra na vida cotidiana dos russos

Andrea PALASCIANO
·2 minuto de leitura
Sistema de pagamento por reconhecimento facial em supermercado de Moscou

O reconhecimento facial avança em alta velocidade na Rússia, com câmeras que controlam a cidade, as portas dos metrôs e os caixas dos supermercados, em um contexto de progresso tecnológico e também de temores de um eventual abuso em benefício das autoridades.

Abaixar a máscara, olhar para a câmera e... pronto! As compras já estão pagas. Nos caixas automáticos de uma das principais redes de supermercados russos, os clientes curiosos testaram a novidade introduzida nesta semana em Moscou pelo X5, o primeiro grupo de distribuição do país.

O grupo X5, ao qual pertencem importantes redes de supermercados da Rússia, como Perekrestok e Pyaterotchka, se associou ao sistema de pagamentos Visa, assim como ao Sberbank, a principal instituição bancária e estatal russa atualmente em plena transformação como gigante digital.

A quantidade de supermercados conectados ao sistema deve aumentar de 52 em Moscou nesta semana para 3.000 em toda a Rússia até o final de 2021, disse à AFP Ivan Melnik, diretor de inovação do X5.

"É prático, você não precisa levantar a carteira ou tirar o celular do bolso, só tem que pressionar um botão e pagar com o seu rosto", explica Melnik.

Ele acrescentou que essas transações são "seguras e encriptadas", e uma câmera 3D que mede a profundidade do rosto evita as tentativas de roubo de identidade.

- Pandemia, o catalisador -

Por trás deste sistema está o Sberbank, que há vários meses propõe aos seus milhões de clientes - 70% dos russos usam seus serviços, segundo o grupo - registrar seus dados biométricos para acessar o pagamento por reconhecimento facial.

A pandemia catapultou essas tecnologias.

"O desejo dos russos de se proteger durante a pandemia impulsionou a solicitação de pagamentos que não sejam em dinheiro em notas", disse Mikhail Berner, responsável da Visa na Rússia.

Segundo o jornal Kommersant, as autoridades querem acelerar a coleta de dados biométricos iniciada em 2018, para passar dos apenas 164.000 atualmente para mais de 70 milhões no prazo de dois anos.

Moscou reforçou seu arsenal de mais 100.000 câmeras de vigilância - um dos maiores do mundo - e o usou para controlar o respeito do confinamento na pandemia.

O metrô de Moscou começou em setembro de 2020 a colocar câmeras de reconhecimento facial nas entradas. Todas as estações da cidade já estão equipadas, para vigiar e pagar desde o início de 2021.

"Só se controla as pessoas que estão na lista de procurados", segundo Andréi Kishiguin, chefe adjunto do metrô e encarregado da segurança.

"As informações são armazenadas em um centro de dados ao qual somente as forças de segurança têm acesso", acrescentou, destacando que desde setembro cerca de 900 pessoas foram detidas.

O consentimento será exigido para os pagamentos, o que não ocorre no uso do reconhecimento facial para prender supostos criminosos.

apo/alf/me/aa