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Reconhecimento facial em tempo real ganha força pelo mundo

Rubens Eishima

Alvo de protestos por entidades de direitos civis, os sistemas de reconhecimento facial em tempo real chegaram para ficar. Até mesmo países com histórico de resistência à tecnologia como os Estados Unidos parecem estar dando o braço a torcer.

Uma reportagem do jornalista Dave Gershgorn revelou que a Wolfcom, fornecedora de equipamentos para departamentos de polícia nos Estados Unidos, está oferecendo câmeras corporais – geralmente usadas para evitar abusos policiais – com sistemas integrados para reconhecimento facial. O sistema não é oferecido pela Axon – maior fornecedora desse tipo de equipamento nos EUA – por “levantar sérias questões éticas” (link em inglês).

“Com o reconhecimento facial em tempo real, a Wolfcom espera dar aos nossos amigos da polícia ferramentas que os ajudem a identificar se a pessoa com quem falam é um suspeito procurado, uma criança ou adulto desaparecido, ou uma pessoa de interesse”, escreveu o fundador da empresa Peter Austin Onruang.

Em resposta à reportagem, a União Norte-americana de Liberdades Civis (ACLU) publicou em seu perfil no Twitter que “câmeras corporais foram prometidas às comunidades como uma ferramenta para prestação de contas da polícia. Elas não deveriam ser deturpadas em sistemas de vigilância para serem usadas contra as comunidades”.

Tempo real x retroativo

A diferença dos sistemas de reconhecimento facial em tempo real e retroativo é que enquanto no primeiro os rostos são analisados e identificados durante a filmagem, no retroativo, imagens gravadas são usadas para cruzamento de informações com bancos de dados de rostos, como acontece, por exemplo, após brigas em estádios de futebol.

Fonte: Canaltech

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