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Reconduzido na PGR, Aras diz ser preciso ter controle para coibir "militância política e ideológica" no cargo

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Na cerimônia de sua recondução à Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras fez críticas ao uso político e ideológico do cargo, prestou conta de seus primeiros dois anos à frente do Ministério Público e disse que enfrentou duas grandes operações por mês sem estrépito (barulho), sem escândalo e com respeito às garantias individuais. Ele agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou a posse solitário numa sala no Palácio do Alvorada, onde cumpre quarentena em função da infecção do ministro Marcelo Queiroga. Aras estava no Palácio do Planalto, numa sala, com alguns convidados.

— Nós compreendemos que todo poder emana do povo e os eleitos são vossa excelência senhor presidente, senhores parlamentares. E nós ocupamos este cargo por delegação de vossas excelências, que confiam nesses quadros que se dispõem a servir à Pátria — disse Aras, agradecendo ao presidente por sua recondução e aos senadores, que aprovaram seu nome.

O procurador falou sobre vícios e virtudes que "zunem" os ouvidos humanos e alertou que quem está no poder precisa evitar a "mosca azul" e ter autocontrole no cargo.

— A mosca azul machadiana paira sobre qualquer um que exerça parcela de autoridade e poder, sendo necessário o repelente, a prudente autocontenção institucional — disse Aras.

Alvo de críticas nestes dois anos, apontado pela oposição como um protetor de Jair Bolsonaro, Aras afirmou que é necessário ter autocontrole para que seja coibida a "indevida militância partidária ou eventualmente ideológica", que, para ele, prejudicam a imparcialidade com que se deve atuar. Esse controle, disse também, favorece o discernimento entre o combate à criminalidade na política e a criminalização de atos políticos.

— Distorção que parte de uma incompreensão dos que deixaram de perceber a política como atividade que diz respeito, sobretudo, à resolução dos conflitos coletivos. Quem não faz política, faz guerra. E nós não queremos paz, queremos paz e harmonia sociais.

A posse de Aras foi uma cerimônia reservada e sem publicidade nem mesmo a integrantes da cúpula da PGR.

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