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Recessão iminente piora enrosco de política monetária do BCE

(Bloomberg) -- A Europa se prepara para uma recessão que pode não ajudar muito a domar a inflação recorde do continente e deve testar a coragem das autoridades que estão a poucos dias de aumentar juros após um hiato de uma década.

As previsões de uma contração econômica iminente aumentam à medida que a recuperação pós-pandemia se dissipa e o continente se dá conta de uma crise de energia no inverno - mesmo que os temores de um corte total da Rússia não se concretizem.

Isso coloca o Banco Central Europeu, que anunciará sua decisão de juros na quinta-feira, em uma situação apertada. Ao contrário dos EUA, onde o estímulo do governo alimentou um aumento nos preços ao consumidor devido à demanda, a inflação na zona do euro se deve principalmente ao aumento dos custos do gás natural - agravado pela guerra na Ucrânia.

Embora altas agressivas de juros pelo Federal Reserve ainda possam desencadear uma recessão, as pressões sobre os preços nos EUA provavelmente estariam mais sob controle depois disso. Na Europa, não há garantia disso, já que a energia é quem manda.

Com isso, o BCE tem uma escolha mais difícil: parar ou desacelerar aumentos de juros depois de já ter sido acusado de não agir rápido o suficiente, ou ir adiante mesmo quando famílias, indústria e governos sucumbem.

“Mesmo que uma recessão leve ocorra no final deste ano, a pressão sobre a inflação deve se estender até 2023”, disse Aila Mihr, economista sênior para a área do euro do Danske Bank. “Isso, é claro, aguça o dilema de política monetária para o BCE.”

Há uma chance de 45% de recessão no próximo ano, de acordo com analistas consultados pela Bloomberg este mês - acima dos 30% de apenas um mês atrás. A probabilidade é ainda maior na Alemanha, a maior economia da Europa, que depende mais do Kremlin para obter gás.

É um cenário que deve ser levado em consideração nos planos do BCE ao iniciar uma série de aumentos de juros para combater a inflação que subiu para mais de quatro vezes a meta de 2%.

Essa situação econômica pior marca uma nova dor de cabeça para os formuladores de política monetária que levaram meses para se comprometerem a aumentar juros, e agora são forçados a acelerar a elaboração de um instrumento para aliviar um possível nervosismo do mercado à medida que o custo do dinheiro aumenta.

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©2022 Bloomberg L.P.

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