Receios com cenário interno impulsionam juros futuros

Um conjunto de fatores internos garantiu a alta consistente das taxas dos contratos futuros de juros nesta terça-feira. No âmbito da inflação, além dos preços correntes elevados, como mostrou o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), o prolongamento do uso da energia térmica, devido ao baixo volume dos reservatórios das hidrelétricas, pode acrescentar até 0,20 ponto porcentual no IPCA de 2013. No lado fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu fazer abatimentos também no superávit primário deste ano.

Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2014 (235.180 contratos) projetava taxa de 7,16%, de 7,12% no ajuste da véspera. O juro para janeiro de 2015 (205.025 contratos) indicava 7,79%, de 7,70% na segunda-feira. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (171.535 contratos) tinha taxa de 8,60%, ante 8,49%, e o contrato para janeiro de 2021 (14.925 contratos) marcava 9,29%, de 9,16% no ajuste.

"O tripé macroeconômico está abalado. Além da inflação elevada, o lado fiscal está mais leniente, sem, no entanto, resultar em aumento do PIB. A confiança do mercado e dos empresários está abalada", afirmou o sócio gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi. "As taxas sobem porque há uma conjuntura de fatores negativos", resumiu.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o IPC-S da primeira quadrissemana de janeiro foi de 0,77%, ante 0,66% na última quadrissemana de dezembro, com acréscimos nas taxas de sete dos oito grupos que compõem o indicador. Além disso, a coleta diária segue muito pressionada. Segundo fonte que teve acesso ao dado restrito da FGV, o IPCA no critério ponta saltou de 0,85% na sexta-feira para 1,02% ontem. O grupo Alimentação e Bebidas passou de 2,26% para 2,79% no período.

O mercado também começa a mostrar preocupação com a ameaça de o custo mais alto da energia das termelétricas anular o corte das tarifas prometido pelo governo. O uso das térmicas pode elevar de 0,15 a 0,20 ponto porcentual o IPCA deste ano, nas contas do professor da PUC-RJ e economista-chefe da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo.

Braulio Borges, economista-chefe da LCA, avalia que, na prática, isso deve diminuir de 16% para 11% o desconto nas contas de luz previsto para empresas e famílias. Por outro lado, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, garantiu que o gasto com as térmicas não compromete o desconto médio de 20% pretendido pelo governo.

No que diz respeito aos efeitos de uma crise energética para o crescimento, a análise é que os empresários podem segurar investimentos diante da incerteza com esse insumo básico para a produção. Para a LCA Consultores, "a percepção de que poderemos enfrentar restrições energéticas pode frustrar principalmente a expectativa de retomada consistente da formação bruta de capital fixo", considerado pela consultoria o principal catalisador da aceleração doméstica.

cotações recentes

 
Cotações recentes
Símbolo Preço Variação % Var 
Seus tickers vistos mais recentemente aparecerão aqui automaticamente se você digitou um ticker no campo "Inserir símbolo/empresa" na parte inferior deste módulo.
É necessário permitir os cookies do seu navegador para ver as cotações mais recentes.
 
Entre para ver as cotações nos seus portfólios.

Resumo do Mercado

  • Moedas
    Moedas
    NomePreçoVariação% Variação
    3,2386-0,0054-0,17%
    USDBRL=X
    3,6524+0,0084+0,23%
    EURBRL=X
    0,8870-0,0033-0,37%
    USDEUR=X
  • Commodities
    Commodities
    NomePreçoVariação% Variação

Destaques do Mercado

  • Líderes em Volume
    Líderes em Volume
    NomePreçoVariação% Variação
    13,55-0,14-1,02%
    PETR4.SA
    2,57+0,12+4,90%
    GFSA3.SA
    3,51-0,06-1,68%
    USIM5.SA
    15,27-0,06-0,39%
    VALE5.SA
    3,56-0,07-1,93%
    GOAU4.SA
  • Altas %
    Altas %
    NomePreçoVariação% Variação
    1,90+0,21+12,43%
    LIXC3.SA
    2,29+0,19+9,05%
    AFLT3.SA
    7,94+0,80+11,20%
    USIM3.SA
    3,24+0,21+6,93%
    CTNM4.SA
    11,54+0,58+5,29%
    BPHA3.SA
  • Baixas %
    Baixas %
    NomePreçoVariação% Variação
    14,71-0,77-4,97%
    OSXB3.SA
    11,01-0,58-5,00%
    ABCP11.SA
    1,72-0,08-4,44%
    FJTA3.SA
    1.920,00-79,00-3,95%
    ALMI11B.SA
    74,11-2,78-3,62%
    THRA11B.SA