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Receio fiscal sobrepuja Copom e impulsiona dólar acima de R$5,20

·2 minuto de leitura
Notas de cem dólares dos EUA

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O alívio pós-Copom durou pouco, e o dólar fechou em alta nesta quinta-feira, acima dos 5,20 reais, puxado por forte estresse no mercado de juros futuros em decorrência da escalada de tensões fiscais e políticas no país.

A moeda à vista subiu 0,53%, a 5,2163 reais na venda. O real saiu do melhor desempenho global entre as principais moedas na sessão para figurar entre os piores.

O dólar começou o dia em queda e por volta de 10h40 bateu a mínima do dia (5,1108 reais, baixa de 1,51%), ficando em torno desse patamar até perto de 11h30, quando as compras apareceram e puxaram a moeda para cima.

A cotação ampliou de forma paulatina os ganhos ao longo de toda a tarde e bateu uma máxima de 5,227 reais (+0,73%) em torno de 15h40.

Depois da reação inicial positiva ao tom mais firme do Copom, que na noite da véspera acelerou o ritmo de alta dos juros, o mercado foi pego no contrapé por renovadas preocupações do lado fiscal.

Notícias sobre um novo Refis que permitiria que a perda de receita com o programa não precisasse ser compensada pioraram um clima arisco já desde a semana passada, quando ressurgiram com força temores de descumprimento do teto de gastos e de pressões por despesas conforme o país caminha para o ano eleitoral de 2022.

Não bastasse isso, o clima político acirrado piorava a sensação de instabilidade. O presidente Jair Bolsonaro subiu o tom nos ataques ao ministro do STF Alexandre de Moraes e disse que "a hora dele vai chegar". Na quarta-feira, Moraes acolheu notícia-crime encaminhada pelo TSE e determinou a inclusão de Bolsonaro no inquérito que investiga o financiamento e a disseminação de notícias falsas por grupos ligados ao presidente.

"É simplesmente uma bola de neve, preocupação fiscal e política em conjunto", disse Cleber Alessie, da Commcor DTVM. "Já tem muito 'player' se protegendo por esperar que o cenário até a eleição não vai melhorar", completou.

Apesar dos problemas político-fiscais, alguns gestores ainda veem espaço para ganhos do real, mas contra outras moedas que não o dólar, pelo ganho de vantagem da moeda brasileira em termos de retorno de taxa de juros, na esteira dos aumentos da Selic.

Sérgio Zanini, sócio-gestor da Galapagos Capital, disse que a gestora tem posições em real contra o rand sul-africano e o restante dividido entre real/dólar australiano e real/euro.

Zanini prefere evitar um confronto direto com o dólar pela incerteza sobre o que vem da política monetária norte-americana. "Sexta-feira tem 'payroll', e a gente acha que esse dado vai ser superimportante para a trajetória do dólar nas próximas semanas", disse, em referência aos números de emprego da economia dos EUA.

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