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Rebecca, do vôlei de praia: "Não foi do nada que a gente apareceu"

·4 minuto de leitura

TÓQUIO — Rebecca e Ana Patrícia causaram surpresa quando desbancaram favoritas e se classificaram para os Jogos de Tóquio. Além de história recente na modalidade, elas formam a única dupla do Brasil sem medalha olímpica entre os jogadores. Ágatha, que joga com Duda, foi prata nos Jogos do Rio. Alison, cujo parceiro é o Álvaro, é o atual campeão olímpico e ganhou o ouro ao lado de Bruno Schmidt que hoje atua ao lado de Evandro. Eles estão entre os favoritos a pódio no Japão. Desde 1996, quando a modalidade foi incluída no programa olímpico, o Brasil sempre subiu ao pódio. É o atual recordista em conquistas no mundo: 13 medalhas. As duas estreiam na noite deste domingo, manhã de segunda, na Olimpíada, contra uma dupla do Quênia. Numa situação rara, são favoritas hoje.

— A gente nunca foi dupla favorita e nunca tivemos problema com isso. Nosso planejamento foi todo montado para conseguir essa vaga. E a gente trabalhou muito, treinou muito, abriu mão de muita coisa. Quem se surpreendeu com a nossa conquista é porque não conhecia a gente. Essa é a realização de um sonho — fala Ana Patrícia, que diz que, uma vez em Tóquio, todas as duplas têm chance de pódio: — Raramente os pódios do Circuito Mundial se repetem, há um rodízio muito grande. Isso mostra como o vôlei evoluiu. Não dá para dizer quem tem mais chances. Acho que todas as duplas classificadas têm.

Rebecca e Ana Patrícia são atualmente a quarta melhor dupla do mundo. Na última etapa do Circuito Mundial, encerrada no dia 11, em Gstaad, a dupla foi prata em decisão contra Ágatha e Duda. Por isso, elas não se consideram "zebra". Explicam que tiveram um ano de classificação excepcional. Em 2019, disputaram treze etapas do Circuito Mundial e obtiveram dois ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Varsóvia e Moscou chegaram em quinto. Essa foi a primeira vez na carreira de Rebecca, a mais experiente, com 28 anos, que conseguiu disputar o Circuito Mundial inteiro.— Nosso objetivo principal não era Tóquio, mirávamos Paris. Mas aí a galera foi dando espaço... A gente foi lá e pegou a vaga — diz Rebecca, que lembra que quando elas começaram a jogar o Circuito Mundial, no final de 2018, eram apenas a oitava dupla do Brasil. — Não tínhamos nem chance de ir ao Circuito Mundial, algum time do Brasil tinha de deixar de jogar para a gente entrar. E a gente foi ralando, viajando pelo mundo, pagando do bolso, investindo. Fomos conquistando o nosso espaço, ninguém deu nada de mão beijada para a gente.

Rebecca contou que vendeu carro e fez empréstimo para pagar as viagens em 2019 porque só assim conseguiria pontuação para entrar no ranking olímpico. Ela diz que foi um investimento e que teve apoio do marido.

Em 2017, ela começou projeto ao lado da mineira Ana Patrícia e, de cara, conquistou o prêmio de melhor passe na temporada 2018/2019 do Circuito Brasileiro. Ana Patrícia, de 22 anos, é uma das promessas da modalidade. Em 2013, enquanto Rebecca recebia Isabella, ela começou a jogar vôlei de praia. Foi 'descoberta' durante uma edição dos Jogos Escolares, quando defendia o time de handebol de sua escola, em Espinosa, município de pouco mais de 30 mil habitantes, no interior de Minas.

Por causa da altura, 1,94 metro, foi chamada para um teste na seleção mineira de vôlei de praia. A evolução foi muito rápida. E ela foi convocada para treinar no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, o CT da Confederação Brasileira de Vôlei. Em 2014 venceu os Jogos Olímpicos da Juventude, com Duda, que hoje é parceira de Ágatha. Em 2016 e 2017 conquistou o Mundial Sub-21, novamente ao lado de Duda.

— Não acho que as coisas aconteceram rápido. Aconteceu no tempo delas, no tempo certo — opinou a jogadora, que acredita que não se conquista um bom resultado em Olimpíada "só jogando". — Olimpíada é um campeonato extremamente emocional. Ainda que eu não tenha estado aqui, numa Olimpíada adulta, isso é sempre o que a gente ouve de que já teve essa experiência. E chegando aqui, mesmo sem ter iniciado os Jogos, é perceptível que realmente é emocional. A cabeça precisa estar boa. Acredito que a nossa está.

O vôlei de praia será disputado em arena temporária montada no Parque Shiokaze, entre 48 equipes (24 femininas e 24 masculinas). O parque está localizado muito perto da Baía de Tóquio e tem vista para a icônica Rainbow Bridge (Ponte do Arco Íris).

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