Mercado fechará em 31 mins
  • BOVESPA

    100.094,00
    -922,96 (-0,91%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.058,56
    -187,30 (-0,49%)
     
  • PETROLEO CRU

    39,53
    +0,97 (+2,52%)
     
  • OURO

    1.910,00
    +4,30 (+0,23%)
     
  • BTC-USD

    13.600,73
    +493,50 (+3,77%)
     
  • CMC Crypto 200

    269,72
    +8,43 (+3,22%)
     
  • S&P500

    3.400,83
    -0,14 (-0,00%)
     
  • DOW JONES

    27.567,18
    -118,20 (-0,43%)
     
  • FTSE

    5.728,99
    -63,02 (-1,09%)
     
  • HANG SENG

    24.787,19
    -131,59 (-0,53%)
     
  • NIKKEI

    23.485,80
    -8,54 (-0,04%)
     
  • NASDAQ

    11.557,75
    +65,50 (+0,57%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6948
    +0,0543 (+0,82%)
     

Real Investor cresce, aposta nos ‘bancões’ e fica mais seletiva

Vinícius Andrade
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Bancos, empresas de serviços de utilidade pública, propriedades comerciais e a mineradora Vale estão entre as principais apostas da gestora Real Investor na bolsa brasileira.

O fundo Real Investor FIA BDR Nível I viu o total de ativos multiplicar por dez ao longo dos últimos dois anos e é gerido por Cesar Paiva, 37, que começou a Real Investor como um clube de investimentos em 2008. Baseado em Londrina -- cidade onde nasceu -- e adepto do ‘value investing’, Paiva chegou a atuar como bancário e agente autônomo de investimentos.

Após “fazer a feira” em meio à turbulência do mercado no primeiro semestre e ficar com entre 30 e 35 nomes na carteira, Paiva diz ter adotado uma postura mais seletiva. O fundo, que chegou a ficar quase 100% comprado, está carregando um pouco mais de caixa.

O Banco do Brasil -- “barato demais para ignorar” -- é sua maior posição. Paiva destaca os cortes de custos da gestão atual do banco, sua carteira de crédito mais conservadora e múltiplos atrativos -- o papel hoje negocia perto de 0,8 vezes o seu valor patrimonial. Outros nomes no setor incluem Bradesco e Banrisul.

“Os grandes bancos têm desafios pela frente e a parte de receita com serviços está sendo atacada”, disse Paiva. “Mas a dose da queda foi exagerada”, diz. Em relatório recente, o Bank of America disse que o setor financeiro está “suficientemente negligenciado”, adicionando que o ruído sobre possíveis mudanças regulatórias e tributação parece ter diminuído.

O segundo maior investimento do fundo é em Vale, que acumula alta de 13% no ano. A posição foi montada logo após o desastre de Brumadinho e aumentada durante a crise. “A Vale errou e está buscando corrigir o erro”, disse. No fim de julho, a empresa anunciou o restabelecimento da política de remuneração aos acionistas que fora suspensa em janeiro do ano passado.

Paiva também gosta de Aliansce Sonae por conta de sua baixa alavancagem e diz que a BR Properties está com “o melhor portfólio de sua história”. Entre as utilities, os nomes preferidos são Sanepar, Energias do Brasil e Neoenergia.

O gestor prefere ficar longe do ‘trade de tech’ por conta do valuation esticado. “Alguns gestores costumam justificar o investimento em empresas de tecnologia com projeções de dez, quinze anos de crescimento robusto”, disse. “Não me sinto muito confortável em fazer projeção tão longa e secular para determinado nome, ainda mais no Brasil.”

O fundo viu o número de cotistas aumentar de cerca de 15 mil no fim de 2019 para mais de 38 mil em agosto. No ano, o fundo cai 6%, contra uma baixa de 13% para o Ibovespa. A Real Investor tem cerca de 25 funcionários e está se mudando para um novo escritório -- com o dobro da metragem atual.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.