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Real digital será ruim para bancos, diz agência de risco

·2 minuto de leitura

As diretrizes estabelecidas pelo Banco Central para uma eventual criação de uma CBDC brasileira podem ser negativas para bancos, informou a agência Moody’s de classificação de riscos.

A afirmação foi feita em um relatório divulgado na terça-feira (25), intitulado “Brazil central bank’s guidelines for potential digital currency are credit negative for banks”. Para a agência, a criação de uma Moeda Digital de Banco Central pode trazer várias repercussões que resultariam no afastamento de clientes do sistema bancário tradicional.

Segundo o relatório,

“Uma moeda digital do BC afetaria o setor bancário diretamente de várias maneiras. Os correntistas podem considerar a segurança que ela oferece como um instrumento de depósito livre de risco e semelhante a um instrumento de depósito, com resgate direto no banco central, e migrar parte dos depósitos para a moeda digital.”

Para a Moody’s, a oferta de alternativas de depósito, embora não seja o objetivo principal da criptomoeda, levaria a um aumento da competição nos bancos, uma vez que efetivamente funciona como uma concorrente.’

A agência lembra que os depósitos são uma das formas predominantes de financiamento dos bancos e levaria ao surgimento de um problema.

“O principal desafio do BC seria minimizar qualquer potencial problema com o Financiamento dos bancos para garantir que a oferta de crédito não seja colocada em risco conforme o Brasil se recupera do declínio econômico relacionado com a pandemia de coronavírus”, acrescenta.

CBDC

A avaliação da Moody surge um dia após o Banco Central divulgar o resultado de um grupo de estudos estabelecido em 2020 cujo objetivo era delinear as diretrizes que orientarão uma provável implementação de uma moeda digital brasileira.

Entre as diretrizes estão a possibilidade de usar o real digital em projetos DeFi e a incapacidade de os bancos usarem a criptomoeda de clientes em empréstimos. Este último é um dos fatores que influenciaram a conclusão da Moody’s.

“O real digital será um passivo do Banco Central”, disse o coordenador do projeto, Fábio Araújo.

banco central selic
banco central selic

A divulgação das diretrizes, entretanto, não significa que o Bacen começou a desenvolver a CBDC brasileira. O próximo passo da autarquia é levar a discussão para debate com a sociedade civil brasileira, o que significa que algumas de suas diretrizes podem mudar.

O próprio Banco Central reforçou a ideia de que este é seu entendimento atual sobre a criptomoeda, mas não é definitivo e pode mudar no futuro.

A expectativa inicial do BC era que a moeda digital brasileira fosse lançada em 2022, porém mudanças no calendário, inclusive atrasos devido à pandemia, fizeram com que a data fosse mudada em mais três anos.

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