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Real digital deve passar por testes com clientes até 2023, prevê Banco Central

·2 min de leitura

Até 2023, consumidores devem ser incluídos em testes da nova moeda virtual brasileira, o real digital, de acordo com previsões do Banco Central do Brasil (Bacen). A iniciativa deve, inicialmente, ser limitada a clientes de instituições financeiras. A implementação da tecnologia, no entanto, deve demorar mais — para evitar impactos de adaptação.

O Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift), criado em 2018, recebe projetos e protótipos de novas soluções financeiras. Agora, em parceria com a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac), vai debater a implementação do dinheiro digital oficial do país — do tipo moeda digital de banco central (Central Bank Digital Currency – CBDC).

Interessados em participar devem se inscrever de 10 de janeiro a 11 de fevereiro de 2022. A ideia é priorizar propostas para resolver entraves de implementação, como pagamento offline, soluções para câmbio e facilitação de liquidação de transações com ativos digitais.

Real digital equivale a real em papel-moeda (Imagem: Reprodução/Pixabay/Joel santana Joelfotos)
Real digital equivale a real em papel-moeda (Imagem: Reprodução/Pixabay/Joel santana Joelfotos)

O Bacen pretende organizar pilotos com públicos específicos — tanto de consumidores quanto de provedores de serviços financeiros. Em março, serão divulgados os projetos selecionados. A fase de execução vai até julho. Depois, o Bacen deve selecionar as melhores propostas, que serão integradas a seus sistemas, e começar os testes. Testes sem interação com o público podem começar no fim de 2022.

Embora o foco sejam participantes do sistema financeiro (bancos, cooperativas, instituições de pagamento e fintechs), qualquer empresa pode participar. "As ações exigem infraestrutura robusta, que integrantes do sistema financeiro já têm", diz Rodrigoh Henriques, especialista da Fenasbac.

Dinheiro emitido pelo Estado

O dinheiro digital é apenas uma nova forma de representação da moeda que já é emitida pela autoridade monetária. "O cliente poderá ter especificado o dinheiro eletrônico, que é o que já tem hoje no banco, e a moeda digital. A diferença é que algumas transações só podem ocorrer com dinheiro virtual", diz Henriques.

Isso deve ocorrer de forma programada e o recurso poderá ser utilizado em segmentos específicos. Além disso, a nova modalidade pode facilitar transações complexas. "As moedas digitais são o meio de pagamento ideal para contratos inteligentes, por exemplo."

Esse laboratório é mais um passo do Bacen em direção à implementação do real digital. O grupo de trabalho para discutir impactos, benefícios e custos do novo modelo monetário atua desde agosto do ano passado. Em maio, foram divulgadas as diretrizes do dinheiro virtual.

Roberto Campos Neto, presidente da entidade, diz que o sistema de pagamento instantâneo (Pix) e o open banking devem culminar na criação da moeda digital. A diferença entre o real digital e outras criptomoedas (como Bitcoin ou Ethereum) é que a emitida pelo Bacen é, semelhantemente ao papel-moeda, assegurada pelo Estado, enquanto as demais não têm garantias nem são aceitas amplamente.

Fonte: Canaltech

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