Mercado fechado
  • BOVESPA

    98.672,26
    +591,96 (+0,60%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.741,50
    +1.083,60 (+2,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    107,06
    -0,56 (-0,52%)
     
  • OURO

    1.828,10
    -2,20 (-0,12%)
     
  • BTC-USD

    21.263,10
    +78,20 (+0,37%)
     
  • CMC Crypto 200

    462,12
    +8,22 (+1,81%)
     
  • S&P500

    3.911,74
    +116,01 (+3,06%)
     
  • DOW JONES

    31.500,68
    +823,28 (+2,68%)
     
  • FTSE

    7.208,81
    +188,36 (+2,68%)
     
  • HANG SENG

    21.719,06
    +445,16 (+2,09%)
     
  • NIKKEI

    26.491,97
    +320,77 (+1,23%)
     
  • NASDAQ

    12.132,75
    -7,75 (-0,06%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5524
    +0,0407 (+0,74%)
     

Real amenizou desvalorização, mas pode sofrer com aumento de risco doméstico, avalia BofA

Cédulas de 50 reais e de 10, 20 e 50 dólares

BRASÍLIA (Reuters) - O real abrandou sua superdesvalorização, está próximo do patamar justo sugerido por elementos macro e deve superar pares regionais no curto prazo, mas ainda pode sofrer efeitos negativos de um aumento de prêmio de risco idiossincrático decorrente da combinação entre as eleições de outubro e o fim do ciclo de aperto monetário pelo Banco Central, segundo relatório do Bank of America divulgado nesta quarta-feira.

De acordo com Claudio Irigoyen e Christian Gonzalez Rojas, que assinam o documento, o forte rali do real no início de ano foi impulsionado pelo choque positivo nos termos de troca e pelo fluxo às ações brasileiras no contexto da guerra na Ucrânia. A recuperação ajudou a moeda brasileira a apagar quase toda a desvalorização ante os fundamentos, que chegou a 33% de janeiro a março de 2021.

Segundo dados da Refinitiv, entre o começo de janeiro e o início de abril a taxa de câmbio apreciou em termos nominais 24% ante o dólar. Entre 4 de abril e a mínima recente de 9 de maio (5,1554 por dólar), no entanto, o real perdeu 10,6%. Mais recentemente, voltou a recuperar terreno, reduzindo a desvalorização desde o pico do ano para 4,1%. Em 2022, o real salta 16%, melhor desempenho global.

"É verdade que o real sofreu uma forte correção ditada por um ambiente de pouca demanda por risco nas últimas semanas, mas a tendência positiva da divisa foi retomada. A economia brasileira enfrenta uma perspectiva marginalmente melhor, uma vez que dados positivos de atividade vêm gerando expectativas um pouco melhores de crescimento", afirmaram Irigoyen e Rojas no relatório.

O banco norte-americano apontou que, nesse ambiente, o real deve superar os pesos colombiano e chileno e o sol peruano no curto prazo.

Contudo, a instituição financeira destacou que a eleição e o término do ciclo de restrição monetária pelo Bacen "podem contribuir para adicionar algum prêmio de risco idiossincrático extra à moeda".

O dólar à vista fechou em alta de 1,10%, a 4,8065 reais, nesta quarta-feira.

(Por Victor Borges)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos