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Reajuste escolar assusta pais de alunos; aumento médio será de 10%

·3 min de leitura
  • Reajuste médio ficou na casa dos 10%, os maiores desde 2017

  • Reajuste salarial, aluguel e recuperação dos investimento com infraestrutura digital são as principais causas

  • Segundo especialistas, o aumento ainda é baixo em comparação à escaladas de custos de operação

Na transição das aulas remotas e híbridas para as aulas presenciais, muitas escolas particulares do Brasil anunciaram nesta semana os reajustes nas mensalidades.

Segundo um levantamento realizado em cinco estados do país pela consultoria Meira Fernandes, especializada em estudos educacionais, revelou-se que das escolas que planejam aumentar sua mensalidade, 16% fará com um aumento de dois dígitos.

De acordo com a consultoria, desde 2017 os reajustes eram menores de 10%.

Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) disse que os reajustes devem ficar entre 10% e 13%.

A informação é confirmada pelo presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Bruno Eizerik, que estima que o aumento médio do setor será de 10%.

Os motivos para uma elevação tão alta no preço são dois. O primeiro são os custos que muitas escolas tiveram de suportar durante os anos de pandemia, com treinamento de profissionais e investimentos em infraestrutura digital para garantir as aulas remotas.

O segundo é o reajuste salarial dos professores, que é calculado a partir de índices inflacionários, como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Com a inflação agregada anual registrando na casa dos 11,08%, o reajuste da classe deve se manter por esses patamares.

Além disso, como a mensalidade só aumenta uma vez por ano, as escolas tendem a se proteger de uma possível escalada de custos ao longo do ano.

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Rio e São Paulo

As escolas particulares do Rio de Janeiro e de São Paulo marcaram um aumento entre 6,5% a 14%.

No Rio, o colégio bilíngue Maple Bear anunciou um reajuste de 14%. O Colégio Cruzeiro informou um aumento de 11,5%. Já o Liceu-Franco Brasileiro uma alta de 10,9%. No colégio Santo Agostinho o aumento será de 9,8%, enquanto no Logosófico será de 6,5%.

Em Niterói, o Mariflores comunicou aos pais uma alta de 8% na mensalidade.

Em São Paulo, as escolas ainda não informaram o reajuste aos pais. No entanto, segundo o Colégio Agostiniano Mendel, sua mensalidade deve sofrer um reajuste de 8%. Já o Colégio Etapa em 8,25% para o Ensino Fundamental e de 9,35% para o Ensino Médio.

O Colégio Oswald de Andrade prevê um reajuste de 10,4%. No Colégio Santa Cruz o aumento na mensalidade deve ser entre 9,5% e 10%, segundo a escola.

O reajuste ainda é baixo

Para Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp, as escolas vão diluir o reajuste real ao longo dos anos, ao invés de realizar um aumento enorme de um ano para outro.

"As escolas sabem que não podem aumentar demais, porque as famílias já estão com muita dificuldade financeira", comentou à Folha de São Paulo.

Já o economista Roberto Ivo da Rocha, lembra que o orçamento das escolas também é afetado pelos custos de aluguel, que segundo o IGP-M subiu 21,73% nos últimos meses.

Frederico Venturini, diretor do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino do Rio, afirmou também que 70% das escolas são pequenas e não devem reajustar de acordo com a inflação.

"As escolas vão ter uma queda na sua margem porque, se reajustar muito, vão perder alunos, que simplesmente saem da escola e vão para uma mais barata", explicou.

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