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Reajuste da gasolina e do diesel não zera defasagem, dizem especialistas

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os reajustes nos preços da gasolina e do diesel anunciados nesta sexta-feira (17) pela Petrobras não foram suficientes para zerar a defasagem dos produtos em relação às cotações internacionais, segundo especialistas no setor.

Para o banco Goldman Sachs, o preço da gasolina nas refinarias da estatal está 27% abaixo da paridade de importação, conceito usado pela Petrobras em sua política de preços para simular quanto custaria trazer os produtos dos Estados Unidos.

No caso do diesel, a diferença foi a 11% após o reajuste. "O anúncio de hoje não foi suficiente para zerar a diferença em relação à paridade de importação", escreveram os analistas Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Costa Martins.

Segundo projeção da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), no início do dia as defasagens nos preços da gasolina e do diesel eram de R$ 0,57 e R$ 1,37 por litro, respectivamente. Os reajustes foram de R$ 0,20 na gasolina e R$ 1,15 no diesel.

O setor defende que a manutenção de preços abaixo das cotações internacionais gera riscos de abastecimento, já que empresas privadas não importarão produtos com prejuízo. Cerca de 25% do diesel vendido no país vem do exterior.

Em nota divulgada nesta sexta, a Petrobras disse que "evita o repasse das variações temporárias que podem ser revertidas no curto prazo" mas defendeu que o equilíbrio com o mercado internacional é necessário para a "continuidade do suprimento do mercado brasileiro, sem riscos de desabastecimento".

Com os aumentos, que passam a valer a partir deste sábado (18), as refinarias da Petrobras venderão a gasolina por um preço médio de R$ 4,06 por litro, alta de 5,2%. O diesel sairá por R$ 5,61, um aumento de 14,2%.

Caso as outras parcelas do preço --impostos e margens de distribuidoras e postos-- permaneçam estáveis, o preço médio da gasolina no país saltará para cerca de R$ 7,40. Já o diesel vai a cerca de R$ 7,50 por litro.

Na quarta (15), porém, o Congresso concluiu a votação de projeto de lei que estabelece um teto para alíquotas do ICMS sobre os combustíveis, que pode reduzir o preço médio da gasolina em R$ 0,657 por litro, segundo projeção do consultor Dietmar Schupp.

A medida tem pouco efeito sobre o preço do diesel, já que a maior parte dos estados já pratica alíquotas inferiores ao teto estabelecido. E depende ainda de sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de alteração de resolução do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

As distribuidoras de combustíveis alegam também que precisam desovar estoques comprados com as alíquotas atuais do ICMS antes que os produtos com imposto mais baixo comece a chegar aos postos.

Na semana que vem, o Congresso debate a chamada PEC dos combustíveis, que autoriza o governo a zerar impostos federais sobre a gasolina e compensar estados que se dispuseram a reduzir o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha.

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