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Reabertura no Reino Unido traz novas preocupações a empresas

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Empresas britânicas há muito tempo pedem que o governo do Reino Unido finalmente reabra a economia. Mas, agora que as máscaras e o distanciamento social serão eliminados, empresários enfrentam outro tipo de preocupação.

Associações, grandes e pequenas, comemoram o tão esperado plano do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, para flexibilizar as restrições trazidas pela pandemia em 19 de julho. Mas também há uma boa dose de ceticismo. Sim, são boas notícias para muitos pubs e casas noturnas, mas também há a questão da responsabilidade relacionada às infecções no local de trabalho.

A realidade é que a abordagem do primeiro-ministro britânico de aprender a conviver com o coronavírus poderia colocá-lo em conflito com empresas, que querem regras bem definidas, e com prefeitos de grandes cidades, que se sentem no dever de proteger trabalhadores e consumidores em uma economia com foco nos serviços.

O perigo é que a falta de regras leve a uma atitude de “vale-tudo”, com o aumento dos casos de Covid-19. Tony Danker, diretor-geral da Confederação da Indústria Britânica, disse que será “fundamental” ganhar a confiança de clientes e funcionários e que o governo tem um papel “vital” ao oferecer diretrizes aos empregadores. A grande questão permanece: os consumidores voltarão?

A pandemia levou a três lockdowns e muita reflexão até que a rápida campanha de vacinação conseguiu melhorar a imagem de Johnson aos olhos da população.

A abordagem assumiu um tom libertário desde o escândalo envolvendo Matthew Hancock, que foi substituído pelo ex-ministro das Finanças Sajid Javid como secretário de Saúde. Isso ficou claro com o refrão repetido de Johnson sobre a restaurar a liberdade das pessoas. Na diretriz mais recente, pessoas em trabalho remoto foram informadas que podem voltar ao escritório.

“Uma preocupação fundamental, especialmente para empregadores, será a responsabilidade conforme as regras são substituídas por diretrizes: o que acontece se eu adotar uma abordagem sem máscaras, sem telas, sem distanciamento e um dos meus clientes ou membros da equipe pegar Covid?” disse Mike Cherry, presidente nacional da Federação de Pequenas Empresas. “O risco não deve ser transferido para os proprietários de pequenas empresas.”

Os ministros destacam que a correlação entre infecções, hospitalizações e mortes foi enfraquecida por um dos programas de vacinação mais rápidos do mundo, mas os casos aumentaram em mais de 65% na última semana, impulsionados pela variante delta, de rápida propagação.

Sem tempo

O anúncio de segunda-feira chega duas semanas antes do fim oficial das restrições, para dar tempo de adaptação às empresas. Mas o plano ainda está sujeito a mudanças. “Não tomarei uma decisão final até 12 de julho”, disse Johnson.

Isso significa que não há a certeza completa que muitos desejam. As empresas foram afetadas no mês passado por um atraso de quatro semanas na fase final de reabertura, que era esperada para 21 de junho.

“Uma semana simplesmente não é tempo suficiente para as empresas se planejarem para reabrir”, disse Michael Kill, CEO da Night Time Industries Association. “Isso traz a sensação de que o governo não entende o que é necessário para reabrir uma empresa depois de mais de um ano sem comercialização.”

Johnson se esforça para dizer que a abertura será irreversível após uma pandemia que custou ao governo mais de 350 bilhões de libras (US$ 485 bilhões) para combater o coronavírus e apoiar trabalhadores.

O problema é se as empresas podem confiar nele.

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©2021 Bloomberg L.P.

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