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A RD Station busca profissionais de TI. E nem exige diploma universitário

·12 minuto de leitura

Não é exatamente uma novidade que as empresas mundo afora estão disputando a tapa profissionais de tecnologia. Apenas no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024, 421 mil postos de trabalho serão criados no setor no país. No entanto, os cursos superiores da área formam menos de 50 mil profissionais da área anualmente. Ou seja, falta (muita) gente nesse mercado.

Por isso, as empresas precisam ser cirúrgicas na hora de atrair talentos para os seus quadros. E isso envolve não apenas oferecer bons salários e benefícios, mas também planejamento na contratação, o que envolve um alinhamento entre as áreas de TI e Recursos Humanos. E, nesse último, o setor exige cada vez mais profissionais com conhecimentos específicos para que a seleção de candidatos seja certeira.

E é aí que entra o Tech Recruiter, um profissional de RH especializado na contratação de talentos para a área de Tecnologia. Este especialista consegue entender não apenas as chamadas soft skills, mas também as hard skills (conhecimentos específicos em TI), para que o candidato esteja alinhado com os projetos de transformação digital da companhia.

E para explicar como funciona o processo de contratação de profissionais para sua área de TI, o Canaltech conversa semanalmente com Tech Recruiters das maiores empresas do Brasil, além de startups. No papo, eles explicarão como todo processo é realizado, quais os perfis mais buscados e como essas companhias atraem — e retêm —esses talentos.

E na edição de hoje, nós conversamos com Paula Hameister, Tech Talent Acquisition Team Leader da RD Station, a maior desenvolvedora de soluções de Software as a Service (SaaS) voltado para o crescimento de médias e pequenas empresas. Hoje, a companhia conta com mais de 30 mil clientes em 20 países.

Paula Hameister, Tech Talent Acquisition Team Leader da RD Station (Imagem: divulgação)
Paula Hameister, Tech Talent Acquisition Team Leader da RD Station (Imagem: divulgação)


Confira como foi o papo:

Canaltech - Atualmente, como está o ritmo de contratações de profissionais de TI pela RD Station? A empresa tem planos de crescimento na área para os próximos meses?

Paula Hameister: Seguimos 2021 em ritmo de crescimento bastante acelerado na área de tecnologia, chegando a ter meses com até 15 contratações na área de engenharia e produto. Até o fim do ano iremos abrir mais de 100 vagas. Cerca de 40% das posições são em tecnologia - desenvolvimento de software e gestão de produto, além de outras áreas como vendas, customer success, marketing e gestão de talentos. As oportunidades são para trabalho remoto ou presencial e a maior parte não exige diploma universitário.


CT - Ao iniciar o processo de contratação de profissionais de TI, como é feito o planejamento entre o RH e a área de Tecnologia da RD Station ? Que informações são trocadas entre os dois setores?

P.H.: O planejamento acontece em três momentos diferentes. Anualmente, durante a aprovação do orçamento das áreas, que então se desdobrará em verba alocada para contratações e promoções. Depois disso, trimestralmente, quando acontecem reuniões de calibração de novas vagas, ou seja, entender se aquelas vagas orçadas ainda estão condizentes com as necessidades atuais dos projetos da área, como está a performance das pessoas contratadas, entre outras coisas. Além disso, na abertura de cada vaga, em uma reunião de aprofundamento do perfil e necessidades relacionadas a soft e hard skills.


CT - Que conhecimentos o profissional de RH do RD Station hoje tem para selecionar profissionais de TI para os quadros da empresa? Ele tem acesso a algum tipo de curso para poder selecionar com mais propriedade para essa área?

P.H.: A capacitação técnica é um aspecto muito importante para o desempenho das pessoas recrutadoras. Aqui na RD Station valorizamos tanto o desenvolvimento das pessoas que, além de abrir espaço durante as horas de trabalho, ele faz parte das metas de entrega do semestre e são acompanhadas periodicamente pelas lideranças.

Especificamente dentro do nosso time de Talent Acquisition, os principais conhecimentos que trocamos são sobre Atração & Seleção (processos, ferramentas, hacks, candidate experience), treinamentos relacionados à Diversidade & Inclusão (como recrutamento inclusivo, vieses inconscientes, acessibilidade) e encontros técnicos com nosso time de engenharia e produto (para solidificar o conhecimento sobre as tecnologias, rotinas e metodologias que usamos nessas áreas). Além disso, fazemos também treinamentos e workshops técnicos, com o time de engenharia e produto, para solidificar o conhecimento em tecnologia.

Quanto mais um profissional de recrutamento se prepara e aprofunda nas disciplinas para as quais recruta, melhor sua eficiência. Para uma pessoa recrutadora na disciplina de Desenvolvimento, por exemplo, é importante que entenda sobre linguagens e frameworks, como são as rotinas de desenvolvimento, quais metodologias existem e quais utilizamos, tipos de nuvem etc. Gostar de aprender e não ter medo de perguntar é fundamental.


CT - E o que a RD Station busca hoje, de forma geral, em um profissional de TI? A empresa prefere investir em um profissional mais, por assim dizer, pronto? Ou opta por alguém que possa ser moldado dentro de casa? Ou há espaço para esses dois perfis?

P.H.: Acreditamos que o talento e alinhamento cultural estão acima da experiência profissional, (inclusive temos uma menção a isso em nosso Culture Code). Claro, há certas posições que precisamos trazer pessoas com vivência anterior no desafio para que possam “guiar o barco”, mas valorizamos a diversidade de pessoas no time — não somente de tempo de experiência, mas também de gênero, raça, região etc. — e promovemos momentos de desenvolvimento e aprendizado entre elas durante toda a jornada na RD Station.

Posso citar como exemplo o programa de mentoria técnica, onde capacitamos pessoas do time com potencial para serem mentores e as conectamos com outras pessoas da RD que buscam por capacitação técnica. Outra iniciativa que temos o maior orgulho foi o nosso programa de estágio de 2019, o Vale do Início Tech. Ele foi 100% focado em pessoas que estavam iniciando na carreira de tecnologia e contou com uma grade de treinamentos intensivos, conciliados com o trabalho dentro das áreas e mentorias 1:1 com pessoas seniores do time (hoje essas pessoas são top performers dentro de suas áreas).

CT - De forma geral, como funciona o processo seletivo de um profissional da área de Tecnologia na RD Station? Por quantas etapas o candidato passa antes de ser contratado?

P.H.: Para as vagas de Engenharia e Produto, nosso processo seletivo é composto por um primeiro papo com uma pessoa recrutadora para entendermos o seu momento e carreira, falarmos sobre a oportunidade e alinharmos sua expectativa salarial.

Em seguida, temos duas etapas online que acontecem em momentos diferentes: um teste cultural com 1 hora de dedicação, que avalia o nível de identificação da pessoa com nossos valores corporativos, e um desafio técnico com 2 horas de dedicação, que avalia seu nível de conhecimento técnico (em ambos, a pessoa candidata recebe uma devolutiva com o resultado detalhado ao final).

Acreditamos que essas primeiras etapas são essenciais não só para garantirmos o mínimo de assertividade no processo, mas também para não gastarmos o tempo da pessoa candidata com horas de entrevistas e não criar uma expectativa que pode não ser atendida. Só então movemos as pessoas que atendem nossa régua mínima para as próximas etapas, que consistem em um bate-papo com o time que atua na área que ela tem mais fit (foco na avaliação das competências técnicas e dúvidas sobre nossa stack), bate-papo com uma pessoa recrutadora do time de seleção (foco na avaliação das competências comportamentais) e um papo final com a liderança da vaga (foco em alinhamento de expectativas e dúvidas sobre o desafio).


CT - Uma pesquisa recente da HR Tech Vulpi aponta que 75% dos profissionais de TI abandonam o processo seletivo quando há algum teste técnico muito longo no processo seletivo. Logo, como a RD Station tenta equacionar essa questão: a necessidade de conhecer as qualificações dos candidatos, sem precisar aplicar testes demasiadamente longos?

P.H.: Do lado da RD Station prezamos por oferecer um processo seletivo lean, inclusivo e transparente:

  • são em média 15 dias entre a inscrição e o envio da carta oferta;

  • não avaliamos formação acadêmica nem idiomas;

  • todas as etapas são virtuais e agendadas com antecedência;

  • todas as vagas são 100% remotas, mesmo após a pandemia;

  • enviamos feedbacks detalhados para todas as pessoas.

O engajamento ao longo do processo seletivo é um aspecto sempre desafiante em um mercado altamente competitivo. Procuramos proporcionar uma boa experiência a todas as pessoas que passam pelo nosso processo, e com certeza ao avaliar as competências técnicas não poderia ser diferente.

Apesar de aplicarmos um desafio técnico que exige apenas 2 horas de dedicação da pessoa candidata (e 1 hora das pessoas do nosso time técnico, que corrige e escreve o feedback), de fato muitas pessoas não conseguem dedicar esse tempo para o processo seletivo e abandonam a seleção nessa etapa — o que não consideramos um problema. Isso porque acreditamos que muito mais do que uma avaliação técnica, o teste é um filtro que valida o real interesse da pessoa em mudar para um novo desafio e fazer parte do time de talentos da RD Station.


CT - Como a RD Station vem lidando com a escassez de profissionais de TI no mercado? Quais os cuidados a empresa vem tomando para acertar no perfil do profissional contratado?

P.H.: A falta de profissionais da área de tecnologia (que só no Brasil passará de 1 milhão de pessoas até 2030, segundo a McKinsey), somado ao aumento exponencial no número de posições remotas (Brasil lidera o ranking global com incremento de 5x desde o começo da pandemia, de acordo com o LinkedIn), tornou a disputa por talentos dessa área ainda mais acirrada.

Enquanto empresa com core em tecnologia, sabemos que para garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo temos que ajudar a formar os futuros profissionais dessa área. Para cumprirmos esse objetivo, além de nossas parcerias com escolas de formação, neste ano lançamos o Centro de Formação Jedi, nosso programa de formação para pessoas desenvolvedoras em início de carreira (foco em grupos minorizados, como mulheres e pessoas negras). Em paralelo a isso, continuamos nossa atração ativa de talentos, porém “sem desespero” para não desbalancear nossa régua e perder a equidade interna que tanto nos orgulhamos.


CT - E como a RD Station trabalha com a retenção de talentos em uma área tão disputada e onde o índice de turnover é considerado alto?

P.H.: A retenção de talentos acaba sendo a resposta espontânea dos nossos RDoers de engajamento + senso de pertencimento. Recrutamos entendendo quais os perfis que têm sucesso dentro da RD, olhamos experiência, mas principalmente potencial.

Trabalhamos em várias ações internas para garantir o engajamento e medimos esse engajamento mensalmente para colher feedbacks e retroalimentar essas ações. Sabemos hoje o que engaja nossos RDoers: trabalhar com propósito numa missão onde ele agrega valor para RD e ao mesmo tempo tem oportunidades de desenvolvimento personalizadas para continuidade de carreira. Isso é o que chamamos de Tour of Duty, missões onde RD e RDoer beneficiam-se um ao outro. Alinhamos expectativas todos os semestres, tanto para o que é esperado quanto para o que será oferecido. Temos um processo simples e funcional para rotation entre áreas/tribos/squads da empresa, o que dá a oportunidade para que RDoers do time de experimentem novos desafios sempre que sentem que estão prontos para uma próxima missão.

Olhamos para remuneração, benefícios, procuramos estar à frente do mercado. Trabalhamos o desenvolvimento das nossas lideranças para que sejam world class e consigam despertar o melhor de cada RDoer do time, trazendo esse senso de propósito, alinhando expectativas, dando conhecimento e recurso, acompanhando entregas e principalmente o desenvolvimento. Apesar do aquecimento do mercado, — não é à toa que temos pessoas da área de tecnologia da RD Station com mais de 5, 7, 10 anos de casa.


CT - Com o trabalho remoto ampliado devido à pandemia de Covid-19, abriu-se espaço para que as empresas contratem profissionais de todas as partes do país. A RD Station trabalha com esse modelo de Anywhere Office? Em caso positivo, ela vale também para profissionais do exterior ou fica restrito ao Brasil?

P.H.: A RD Station tem uma cultura ‘remote first’ desde antes da pandemia, então não tivemos mudanças nesse sentido — tanto o nosso processo seletivo quanto nossas vagas já eram 100% remotas para posições de Engenharia e Produto. Ainda em 2019 o time de Engenharia da RD criou uma solução gratuita e Open Source chamada #matrix para facilitar o trabalho remoto das empresas.

Contratamos pessoas de qualquer lugar do mundo, desde que falem português ou espanhol (dependendo do time que a pessoa estará alocada) e que tenham disponibilidade para participar de alguns rituais dentro do horário comercial do Brasil (como daily do time, call semanal com nosso CTO, call quinzenal com nosso CEO etc.).


CT - Hoje, qual a remuneração média oferecida pela RD Station nos níveis Júnior, Pleno e Sênior em sua área de TI? Os colaboradores também têm pacote de benefícios?

P.H.: Buscamos praticar nosso modelo de compensação com apoio de uma série de pesquisas de mercado baseadas em como empresas do setor estão praticando remuneração. Atualizamos todo ano nosso posicionamento utilizando tabelas salariais específicas, procurando manter alta a nossa competitividade remuneratória.

Além dos benefícios como vale-alimentação, plano de saúde e odontológico extensivos a dependentes, auxílio home-office, seguro de vida, também oferecemos benefícios focados no bem-estar dos RDoers, como: atendimento psicológico online, auxílio terapia, auxílio academia, descontos em farmácias e outros.

Oferecemos também benefícios relacionados ao desenvolvimento dos RDoers, como, por exemplo programas de mentoria, desenvolvimento de carreira em W - podendo trilhar caminhos como especialista, projetos ou gestão-, com ciclos de avaliação de performance e feedback que vão desde 1 to 1 semanais ou quinzenais até feedbacks 360, programas de desenvolvimento de lideranças, programas de formação em tecnologia, orçamento anual alocado para treinamento e desenvolvimento dentro dos times etc.

Isso tudo oferecendo também um ambiente com foco em pluralidade, onde nossos grupos de diversidade trabalham desde 2017 promovendo ações afirmativas de inclusão, acolhimento e equidade.

Criamos uma página dedicada para explorar todos os benefícios que oferecemos ao nosso time, que vocês podem conferir aqui.

E a RD Station está com diversas vagas abertas. Acesse a página de carreiras da empresa, veja quais oportunidades se encaixam em seu perfil profissional e boa sorte!

Fonte: Canaltech

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