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Rápido e sem emoção, 'Game dos Clones' é tudo que um reality não pode ser

Bárbara Saryne
·2 minuto de leitura
Sabrina Sato e os participantes do primeiro episódio (Foto: Antonio Chahestian/RecordTV)
Sabrina Sato e os participantes do primeiro episódio (Foto: Antonio Chahestian/RecordTV)

O ‘Game dos Clones’ estreou na Record TV nesta sexta-feira (30). Apesar de contar com a apresentação da carismática Sabrina Sato, o formato se mostrou engessado e nem um pouco atrativo. A chamada prometia uma casa com sete crushes iguais para cada solteiro, muito beijo na boca, treta, corações partidos, tudo multiplicado. O problema é que ficou só na promessa. A estreia em rede nacional e os episódios já disponíveis na Amazon Prime mostram um programa bem diferente.

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Tudo acontece muito rápido. O público não tem tempo para conhecer os participantes, gerar identificação e torcer por alguém. A casa, que é citada na chamada, mal aparece, pois cada atividade acontece em um local aleatório. Os clones só são parecidos porque usam as mesmas roupas (de péssimo gosto, inclusive).

O critério para as eliminações também é bizarro, assim como as provas para impressionar os solteiros. No primeiro episódio, por exemplo, os clones precisaram montar uma barraca. Já o segundo contou com uma maratona de crossfit.

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Os crushes escolhidos no final nem sempre fazem sentido para o público. Tudo bem que deve ser uma escolha do solteiro, mas será que a edição não deixou muitos detalhes de fora? Nem precisamos dizer que os casais são zero química.

Embora todos estejam focados em formar um par, o que parece é que os participantes querem apenas o cachê para participar do reality. Se a intenção é ganhar fama e seguidores, a exposição não parece uma boa ideia. O solteiro ainda fica em evidência, mas os clones precisam de muito esforço para marcarem a passagem pelo formato. Sabrina Sato se esforça para passar emoção, mas parece muito presa ao roteiro.

Outro ponto que não ajuda é a maneira como os solteiros descrevem seus crushes ideais logo no início. Muito focados na aparência, os participantes usam frases como “cor da pele de Bruna Marquezine e bocão da Mari Gonzalez”. A rivalidade entre as mulheres fica tão acentuada que em um dos episódios as meninas usam detalhes físicos para se atacarem. Uma pegada bem ultrapassada, não é mesmo?

Programas como ‘BBB’, ‘A Fazenda’ e ‘De Férias com o Ex’, mesmo com propostas diferentes, entregam narrativas que prendem o público e permitem que os participantes, de fato, fiquem conhecidos. Uma alternativa para o ‘Game Dos Clones’ seria selecionar um solteiro carismático e de personalidade forte para passar uma temporada inteira confinado com os clones. Aí sim teríamos muito beijo na boca, treta, corações partidos, tudo multiplicado.