Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    59.269,54
    +724,97 (+1,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Ransomware: brasileiros pagam resgate, mas poucos conseguem reaver arquivos

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

Muito se fala a respeito dos impactos dos ransomwares dentro das empresas — porém, não podemos nos esquecer jamais de que esse tipo de ameaça também atinge pessoas físicas. Pensando nisso, a Kaspersky realizou um levantamento e descobriu uma triste estatística: por mais que mais da metade (56%) das vítimas paguem o resgate cobrado pelo cibercriminoso, apenas três em cada dez internautas conseguem efetivamente a devolução dos arquivos sequestrados. Isso prova que tal pagamento costuma ser dinheiro gasto à toa.

Ransomwares, vale lembrar, são vírus de computadores (malwares) utilizados para extorquir os alvos. Ao infectar a máquina, ele utiliza criptografia para trancar completamente o acesso a quaisquer documentos armazenados no computador — incluindo fotos, vídeos e músicas. Teoricamente, a única forma de reaver o acesso aos seus preciosos conteúdos é pagando um resgate em dinheiro, cujo valor varia bastante de acordo com a variante do ransomware contraída. O pagamento, porém, é sempre realizado com moedas digitais.

De acordo com os especialistas, pagando ou não, só 16% dos brasileiros conseguem reaver acesso aos seus arquivos; mais de 80% dos infectados sofrem perdas, sendo que 44% deles é incapaz de recuperar “uma quantidade significativa” de documentos, 20% perdem uma quantidade pequena e outros 16% perdem todo o seu computador de forma permanente. Também é curioso perceber que a faixa etária dos 35 aos 44 anos é a que mais paga resgates (65%); internautas acima de 55 anos costumam ignorar o sequestro.

“Sempre recomendamos que a vítima de um ataque de ransomware não pague o resgate, pois o pagamento não garante a devolução dos dados. Na verdade, ao efetuá-lo, observamos o efeito contrário, pois o criminoso saberá que os arquivos são valiosos e isto motivará que eles ataquem a mesma vítima seguidamente. Nosso estudo reforça exatamente esta recomendação, uma vez que apenas 29% dos brasileiros conseguiram seus dados de volta”, explica Fabiano Tricarico, diretor de consumo da Kaspersky LATAM.

<em>Imagem: Reprodução/stokkete (Envato)</em>
Imagem: Reprodução/stokkete (Envato)

A companhia orienta que os internautas nunca paguem pelos resgates e tentem descobrir qual é o nome do ransomware que os infectou, já que existem ferramentas gratuitas na web que podem ajudá-lo a quebrar a criptografia de forma caseira. Além disso, para evitar infecções, evite clicar em links ou baixar anexos em e-mails recebidos (especialmente de remetentes desconhecidos), jamais insira mídias removíveis estranhas em seu PC (incluindo pendrives encontrados na rua), use um antivírus e faça backup de seus arquivos.

“Precisamos mudar a mentalidade do consumidor. Quando ele é vítima de um golpe como este, 56% decidem pagar pelo resgate. Não seria mais vantajoso investir na proteção do dispositivo e na cópia de segurança dos dados? Impedir o ataque ou fazer que ele não seja lucrativo é a melhor maneira de fazer quem que os criminosos percam o interesse neste golpe”, conclui o executivo.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: