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Ransomware atinge fábrica da Foxconn no México

A Foxconn, uma das maiores fornecedoras internacionais de semicondutores e outros insumos eletrônicos, é a mais nova vítima de um ataque de ransomware. O golpe, registrado nesta terça-feira (31), atingiu a fábrica da empresa na cidade de Tijuana, no México, e teria impactado o funcionamento da unidade, que ainda está se recuperando do incidente.

A notícia veio em um comunicado publicado nesta quarta (1), no qual a Foxconn confirma ter sido alvo de ransomware, mas não dá muitos detalhes sobre seus efeitos além de afirmar que, aos poucos, a filial está retornando às atividades normais. De acordo com a empresa, eventuais reflexos do ataque serão compensados com ajustes na capacidade de produção da unidade, enquanto o impacto nas operações globais do grupo é mínimo.

Enquanto a empresa não falou em eventuais dados comprometidos nem deu maiores detalhes sobre o ocorrido, o grupo LockBit assumiu autoria do ataque. Em seu site oficial na dark web, a quadrilha deu um prazo até 11 de junho para que a Foxconn entre em contato e realize o pagamento do resgate, caso contrário, arquivos confidenciais da empresa serão liberados ao público — não existem, porém, informações sobre o que estaria em posse dos bandidos e o valor que estaria sendo pedido à empresa.

<em>Foxconn disse que ataque impactou unidade no México, mas não deu mais detalhes; LockBit assumiu autoria e deu prazo para pagamento, caso contrário, dados serão vazados (Imagem: Reprodução/Bleeping Computer)</em>
Foxconn disse que ataque impactou unidade no México, mas não deu mais detalhes; LockBit assumiu autoria e deu prazo para pagamento, caso contrário, dados serão vazados (Imagem: Reprodução/Bleeping Computer)

A unidade da companhia em Tijuana é considerada uma das mais importantes da empresa, sendo uma das principais fornecedoras de tecnologia para as empresas com sede nos Estados Unidos, principalmente no estado da Califórnia, onde está o Vale do Silício. As plantas no México, de maneira geral, estão envolvidas na fabricação de componentes para indústrias de smartphones, set-top boxes e televisores, com clientes como Motorola, Cisco e Sony, entre outros.

O temor quanto ao vazamento de dados também vem daí, já que a companhia lida não apenas com segredos industriais próprios, mas também tecnologias patenteadas de seus parceiros, cuja fabricação acontece em suas unidades. Trata-se, também, de um alvo valioso para grupos de ransomware como o LockBit, que visam companhias gigantes e valores de resgate altíssimos, já que o dano envolvido em um eventual comprometimento de dados pode ser ainda maior.

Prova disso é que o incidente de maio é o segundo em menos de dois anos para a Foxconn. Em dezembro de 2020, a planta da empresa em Ciudad Juárez, também no México, foi atingida por um ataque do grupo de ransomware DoppelPaymer. Na ocasião, o bando teria obtido mais de 100 GB de dados, a partir de mais de 1.000 servidores da fabricante, com um pedido de resgate no valor de US$ 34 milhões; a companhia teria recusado o pagamento.

Fonte: Canaltech

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