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Rali pré-FOMC aumenta peso de sinais que Powell dará após aperto

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(Bloomberg) -- O maior rali de ações e títulos do Tesouro americano em mais de duas décadas antes de um aperto do Federal Reserve aumenta o peso das expectativas dos investidores que apostam que Jerome Powell enviará sinais um tanto quanto dovish nesta quarta-feira.

Desde que o banco central americano elevou as taxas de juros pela última vez em meados de junho, o S&P 500 avançou 3,5% enquanto o Bloomberg US Treasury Index subiu 2,7%. É a primeira vez em 22 anos que as duas classes de ativos sobem pelo menos 2% antes de uma alta de juros.

Embora os investidores em renda variável tenham reduzido algumas de suas apostas otimistas em duas das últimas três sessões, a configuração aumenta o drama em torno da reunião desta semana do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), em que os formuladores de política monetária devem decretar mais uma alta de 0,75 ponto percentual.

Os mercados de renda fixa e variável parecem esperar que a missão de aperto monetário do presidente do Fed seja atenuada por sinais de que a inflação atingiu o pico à medida que uma desaceleração econômica se aproxima - uma aposta que traz riscos significativos.

“O mercado voltou para a modalidade ‘más notícias são boas notícias’, a ideia de que os bancos centrais mudarão de rumo porque os dados estão muito ruins”, disse o estrategista do Goldman Sachs, Christian Mueller-Glissmann, em entrevista à Bloomberg TV. “Estamos voltando a um modelo que conhecemos bem.”

Os ganhos sincronizados são um desvio das recentes quedas generalizadas em meio ao ciclo de aperto mais agressivo do Fed em décadas para combater a inflação alta. Vários fatores têm alimentado a reversão, desde posicionamento em ações a uma fuga para a segurança dos ativos americanos em meio ao caos na Europa e na China.

A curva de juros dos títulos do Tesouro americano se inverteu em um sinal de alerta sobre uma possível recessão. Mas com as expectativas de inflação em queda, mais investidores deixam de lado os dados econômicos desanimadores e se concentram na perspectiva de que os formuladores de política monetária agiriam para evitar o pior resultado.

Investidores em renda variável antecipam uma desaceleração econômica em que as empresas conhecidas por registrar crescimento de lucros independentemente da economia serão recompensadas - como as gigantes de tecnologia - em vez de uma crise em que nenhuma ação será poupada.

Outros ativos de risco também se recuperaram diante de dados decepcionantes no setor imobiliário e na atividade de negócios. Um índice da Bloomberg para títulos corporativos de alto risco subiu mais de 4% em julho, a caminho do melhor mês em dois anos.

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