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Rali global do aço ganha força com demanda maior que oferta

Bloomberg News
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os preços do aço estão em alta da Ásia à América do Norte, e a marcha implacável do minério de ferro rumo a um recorde se acelera em meio às apostas de recuperação econômica global.

O mundo fora da China finalmente alcança os já fortes mercados do gigante de aço asiático, pois a retomada global impulsiona uma forte onda de compras que a produção não consegue acompanhar. Setores como manufatura e construção se expandem, e governos se comprometeram a esbanjar em infraestrutura enquanto mapeiam o caminho pós-pandemia de volta ao crescimento.

As carteiras de pedidos das usinas aumentam com clientes que buscam comprar aço após um ano de redução da produção e paralisação das fábricas. Além disso, as maiores mineradoras de minério de ferro têm enfrentado problemas operacionais, o que aperta um mercado que não se recuperou totalmente do choque de oferta há mais de dois anos.

Poder de precificação

Os preços da bobina laminada a quente, um produto de aço de referência, triplicaram na América do Norte em relação às mínimas da pandemia e também disparam na Europa. Na China, onde a demanda é sólida há um ano, o preço do aço é o mais alto desde 2008.

Esse cenário beneficia siderúrgicas, que de repente desfrutam de margens saudáveis, e gera otimismo após um ano difícil. A sul-coreana Posco, uma das principais fornecedoras fora da China, registrou o melhor lucro trimestral desde 2011 e espera que a recuperação continue no segundo semestre com o estímulo e distribuição de vacinas contra o coronavírus.

Demanda global

A demanda mundial por aço deve crescer 5,8% este ano e ultrapassar os níveis pré-pandemia, de acordo com a World Steel Association. O consumo na China, cerca da metade do total global, continuará crescendo a partir de níveis recordes, enquanto o resto do mundo se recupera em forte ritmo.

“Os prazos de entrega são muito, muito longos e algumas usinas dizem que estão vendendo para o terceiro ou mesmo quarto trimestre”, disse por telefone Tomas Gutierrez, analista da empresa de pesquisa Kallanish Commodities. “Há otimismo sobre a demanda este ano com a recuperação da Covid e muitos planos de estímulo. A demanda fora da China em abril é maior do que vimos em muitos e muitos anos. ”

Valorização das matérias-primas

O minério de ferro mostra uma retomada repentina para níveis quase recordes - os preços à vista estão a menos de US$ 1 do pico de US$ 194 a tonelada -, já que siderúrgicas chinesas mantêm as taxas de produção em mais de um bilhão de toneladas por ano para atender ao consumo ainda crescente da economia aquecida. Embora o governo chinês tenha estabelecido uma meta de reduzir a produção de aço este ano, o objetivo pode ser difícil de alcançar com consumo tão forte.

Os altos preços do minério de ferro aumentaram os lucros das maiores mineradoras do mundo, mesmo diante da dificuldade de fornecer matéria-prima suficiente. A Vale produziu menos do que o esperado no último trimestre, após menor produtividade em uma mina e incêndio em um carregador de navio, o que desacelerou a recuperação do rompimento da barragem de Brumadinho no início de 2019. BHP e Rio Tinto disseram que os embarques trimestrais caíram devido a problemas climáticos na Austrália.

“Há uma grande possibilidade de que as siderúrgicas chinesas aproveitem a onda desta tendência de alta e acelerem a produção, pelo menos este ano”, escreveram em relatório analistas do Australia & New Zealand Banking, como Daniel Hynes. A esperada oferta extra de minério de ferro, especialmente do Brasil, maior exportador, ainda não se materializou como os que apostam na baixa esperavam.

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