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Raking: os filmes de Resident Evil, do pior ao melhor

·8 minuto de leitura

Resident Evil está prestes a voltar aos cinemas. Bem-Vindo a Raccoon City traz a série de jogos de jogos às telonas após alguns anos de hiato, em um reboot cinematográfico que tem lançamento marcado para o dia 2 de dezembro no Brasil. Diante do peso da marca, porém, chega a ser estranho pensarmos que, a pouco mais de dois meses para a estreia, ainda não vimos um trailer da produção.

Com Leon e Claire como foco, interpretados por Avan Jogia (Zumbilândia: Atire Duas Vezes) e Kaya Scodelario (Maze Runner), a nova versão relata os eventos dos dois primeiros jogos da franquia. O cenário é Raccoon City e, entre personagens, cenários e monstros clássicos, a ideia é se aproximar do clima dos videogames, com um tom mais sombrio e assustador.

É uma direção oposta à da hexalogia lançada entre 2002 e 2017. Ao longo de 15 anos, o cineasta Paul W. S. Anderson (Mortal Kombat) capitaneou seis adaptações de Resident Evil estreladas por Milla Jovovich (O Quinto Elemento), roteirizando todos os filmes e dirigindo quatro deles. É uma franquia que fez sucesso comercial, chegando até a ultrapassar Homem-Aranha como a maior marca da Sony Pictures, mas que nunca caiu bem com a base de fãs.

<em>O diretor Paul Anderson ao lado de Milla Jovovich durante as gravações do quinto filme, Resident Evil 5: A Retribuição (Imagem: Divulgação/Sony Pictures)</em>
O diretor Paul Anderson ao lado de Milla Jovovich durante as gravações do quinto filme, Resident Evil 5: A Retribuição (Imagem: Divulgação/Sony Pictures)

Apesar das cifras, essa não é necessariamente uma franquia consistente, com longas melhores e piores ao longo da década e meia de existência. Antes da estreia de Resident Evil: Bem Vindo a Raccoon City, revisitamos os filmes de Paul Anderson e, com a ajuda do Rotten Tomatoes, fizemos este ranking dos filmes de Resident Evil, do pior ao melhor.

6. Resident Evil 2: Apocalipse

A sequência de 2004 foi a responsável por fazer uma interseção mais direta entre filmes e jogos, atendendo às principais críticas ao primeiro da série. É também, ironicamente, o pior avaliado pela crítica, com uma média de 19% que jogou para o fim da lista o primeiro e, até agora, único filme dirigido por Alexander Witt, que trabalhou nos departamentos técnicos de longas como 007 Contra Spectre, X-Men: Primeira Classe e tantos blockbusters.

A história se passa em Raccoon City, nos eventos relatados em Resident Evil 3. Alice (Milla Jovovich) foi capturada pela Umbrella, mas conseguiu escapar, não sem antes perder a própria humanidade e se ver com poderes sobrehumanos. Com a cidade sitiada pela infecção, ela se junta a Jill Valentine (Sienna Guillory) para auxiliar o cientista da empresa, Charles Ashford (Jared Harris), a resgatar a filha, Angie (Sophie Vavasseur), em troca de uma rota de fuga.

O roteiro de Anderson remonta cenas do jogo, como a resistência dos policiais à horda de zumbis ou a ação dos mercenários na cidade, ao mesmo tempo em que desfigura e joga para segundo plano os protagonistas amados pelos fãs. Além de Jill, Carlos Olivera (Oded Fehr) e Nicholai Ginovaeff (Zack Ward) também estão no filme, assim como uma versão de Nemesis feita da mais pura borracha.

5. Resident Evil 4: Recomeço

O quarto longa representou um reinício para a franquia por mais de um motivo. Após as críticas terríveis de seus dois antecessores, Paul Anderson volta à direção e começa a explorar as minúcias do cinema 3D, fazendo amplo uso da tecnologia enquanto se inspirava diretamente nos jogos, pelo menos em termos visuais. Ainda que a protagonista da história continue sendo Alice, há uma aproximação evidente aqui, principalmente a Resident Evil 5, lançado em 2009, um ano antes da estreia deste filme.

Ainda devastada pela perda dos amigos e buscando vingança contra a Umbrella, Alice está em busca de Arcadia, que seria o último refúgio da humanidade em um mundo dominado por monstros. Ela acaba se encontrando com uma Claire Redfield (Ali Larter) desmemoriada, após seguirem para o que acreditavam ser o porto seguro e, ao investigarem o que aconteceu, acabam entrando em confronto direto com Albert Wesker (Shawn Roberts).

A presença de Chris Redfield (Wentworth Miller), assim como as cenas tiradas diretamente do quinto game da série e o retorno surpresa de Jill Valentine podem ter animado um pouco as salas de cinema, mas não a crítica. Recomeço faturou US$ 300 milhões e se tornou, à época, a segunda adaptação de games mais lucrativa da história (hoje, é a quarta), atrás apenas de Prince of Persia, sendo também o recordista entre os longas de zumbis. Por outro lado, amarga uma graduação de 21% no Rotten Tomatoes.

4. Resident Evil 3: A Extinção

Se o longa seguinte foi um reinício, os motivos para isso estão por aqui. Depois das críticas negativas a Apocalypse, o roteiro de Paul Anderson decide, mais uma vez, se distanciar dos games para contar sua própria história. Russell Mulcahy (Highlander: O Guerreiro Imortal) mancha sua carreira com um longa que parece mais disposto a ser uma versão meio tosca de Mad Max com zumbis do que uma adaptação de Resident Evil.

Após Raccoon City, o mundo todo foi infectado pelos vírus da Umbrella, que também causou alterações climáticas que levaram a uma seca global. Alice aparece ao lado de um grupo de sobreviventes que tem Carlos, Claire e L.J. (Mike Epps) em busca de um refúgio, enquanto a empresa farmacêutica tenta clonar a heroína em busca dos genes que dão origem aos poderes dela.

Cenas de combate terríveis e uma obsessão dos personagens principais por cigarro fazem deste um dos pontos mais baixos da saga, ainda que sua graduação no Rotten Tomatoes seja de 25%. O distanciamento ainda maior dos games fez com que as críticas se intensificassem e, como já dissemos, gerou o retorno de Paul Anderson e um olhar mais atento aos games, ainda que, desde já, estivesse sacramentado que esta era a história de Alice e os eventos dos jogos seriam apenas pano de fundo para ela.

3. Resident Evil 5: A Retribuição

Ainda de olho nos efeitos tridimensionais e mostrando sentir os comentários negativos, Anderson retorna com um roteiro que tenta repetir a dose do anterior, trazendo mais personagens dos games e até mesmo uma levada semelhante. Ao acordar em uma base da Umbrella após ser capturada por Jill, agora dominada pela empresa, Alice luta através de uma série de simulações que são como as fases de um jogo e, no caminho, encontra rostos conhecidos.

A Retribuição introduz novos queridinhos dos fãs dos games, como Leon (Johann Urb), Barry (Kevin Durand) e Ada (Li Bingbing), além de trazer de volta nomes como Carlos, One (Colin Salmon) e Rain (Michelle Rodriguez). Combates intensos e muitos efeitos especiais, assim como cenários grandiosos com direito a uma reprodução do cruzamento de Shibuya, em Tóquio, fazem deste um dos longas mais visualmente interessantes de toda a saga.

Ainda assim, não é como se a medalha de bronze fosse de muito alento para a franquia. A nota no Rotten Tomatoes é de apenas 28%, enquanto Resident Evil 5: A Retribuição até bateu o recorde de seu antecessor na estreia, mas terminou com uma bilheteria global abaixo dele. Os resultados geraram uma insatisfação da Sony Pictures que, da empolgação original, acabou encomendando o fim da franquia para o filme seguinte.

2. Resident Evil 6: O Capítulo Final

Mostrando como uma franquia pode ser cíclica, a saga de Paul Anderson volta às suas origens e, em um múltiplo de três, volta a se distanciar dos jogos tanto quanto Extinção. De volta ao clima de devastação e aridez, o diretor até mesmo abandona seus experimentos com o 3D enquanto leva Alice de volta à Raccoon City.

Novamente ao lado de Claire, a protagonista inicia sua batalha final contra a Umbrella em um embate direto com Albert Wesker. As revelações, que vamos preservar aqui para te poupar dos spoilers, carregam um nível de absurdez e reviravoltas dignos dos roteiros mais malucos, enquanto a história em si é finalizada, mas, na verdade, nem tanto.

Resident Evil 6: O Capítulo Final tem nota 36% no Rotten Tomatoes e aproveita o hype para trazer nomes importantes ao elenco, como Iain Glen (de Game of Thrones e também do terceiro longa) e Ruby Rose (Orange is the New Black). Vale a pena citar ainda a aparição de Ever Anderson (vista recentemente em Viúva Negra), filha de Milla Jovovich com o cineasta Paul Anderson, interpretando uma versão infantil da personagem principal.

1. Resident Evil: O Hóspede Maldito

Traduções ruins à parte, este é, de forma quase unânime, o melhor filme da série até mesmo pelos fãs dos games. A graduação de 37% no Rotten Tomatoes pode não ser grande coisa, e enquanto a ideia original de criar uma história original sem os cenários e personagens do game tenha sido criticada, o tempo acabou por provar que ela seria a mais acertada.

Alice acorda em uma mansão sem memória dos eventos recentes. Logo, o lugar é invadido por um grupo de agentes liderados por One, que a levam para uma instalação secreta da Umbrella. A missão do grupo é investigar o que aconteceu com a inteligência artificial que comanda o lugar, onde, como dá para imaginar, o vírus está correndo solto, transformando cientistas e animais em criaturas terríveis.

Entre uma origem para o Nemesis, a partir do personagem Matt (Eric Mabius), e um final com gancho que empolgou muita gente, Resident Evil: O Hóspede Maldito chegaria em 2002 para dar o pontapé inicial na franquia após quase cinco anos de produção. Muito mudou desde então e, agora, a esperança parece renovada mais uma vez para os fãs, com Bem-Vindo a Raccoon City prometendo ser a adaptação direta que os roteiros de Anderson jamais desejaram ser. O tempo dirá.

Fonte: Canaltech

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