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Radiotelescópio europeu revela a juventude de milhares de galáxias

·2 minuto de leitura
Imagem de galáxias em ondas de rádio, em laranja à direita, sobreposta a uma imagem em luz visível, divulgada pelo Observatório de Paris em 6 de abril de 2021

O sistema europeu de radiotelescópio LOFAR revelou, nesta quarta-feira (7), por meio de uma série de estudos, imagens precisas sem precedentes da juventude de dezenas de milhares de galáxias no início do universo.

A rede de radiotelescópios, distribuídos em dez nações europeias e gerando imagens em conjunto, detectou partículas que viajam a velocidades próximas à da luz, aceleradas por eventos como a explosão de supernovas, colisões de aglomerados de galáxias ou a atividade de buracos negros.

"O objetivo do projeto é estudar a formação das galáxias e o funcionamento dos buracos negros em seu centro", explica à AFP o astrônomo Cyril Taza, do Observatório de Paris-PSL.

O cientista é um dos autores de 14 estudos dedicados a este conjunto de dados inéditos do LOFAR, coletados em uma edição especial da revista Astronomy and Astrophysics, publicada nesta quarta-feira.

O trabalho se concentrou em um setor do céu setentrional e com longos períodos de exposição, dez vezes mais longos do que os utilizados para a construção de seu primeiro mapa cósmico em 2019.

"Isso fornece resultados muito mais detalhados. Como quando uma foto é tirada no escuro, quanto mais tempo a imagem fica exposta, detalhes que não são vistos começam a ser detectados", diz Cyril Taza.

Cerca de três bilhões de anos após o Big Bang, houve "algo como fogos de artifício", com um "pico de formação de estrelas e atividade de buracos negros" em galáxias jovens, acrescenta o astrônomo.

A luz produzida naquela época nessas galáxias atinge a Terra agora, quase 11 bilhões de anos depois, e nos permite ver o que estava acontecendo.

O LOFAR detecta essa atividade indiretamente, rastreando a energia liberada pela galáxia, que é acelerada por supernovas, as estrelas que explodem ao final do seu tempo de vida.

"Quando uma galáxia forma estrelas, muitas explodem ao mesmo tempo, o que acelera as partículas a níveis de energia muito elevados e as galáxias começam a irradiar" na faixa de ondas de baixa frequência que o LOFAR observa, explica o astrônomo.

Esses dados, somados à detecção em outras extensões do espectro eletromagnético - infravermelho, visível, raios X e gama - devem permitir um melhor entendimento da evolução do Universo.

pcl/juc/fmp/it/mab/mb/ap