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Radiação contra o coronavírus: testamos a luminária de raios UV-C da Philips

·8 minuto de leitura

Desde o início da pandemia da COVID-19, em março do ano passado, todo e qualquer cuidado para evitar a contaminação e a propagação do coronavírus é muito bem-vindo. Além do distanciamento e isolamento social, higienização das mãos e vacinação, claro, uma nova solução promete neutralizar o SARS-CoV-2. No fim do ano passado, a Philips lançou uma luminária de mesa sob a linha Signify que promete inativar o vírus graças à radiação ultravioleta (UV-C).

A Philips é uma marca de renome no mercado, cujo portfólio de iluminação pertence à Signify, líder mundial em iluminação e com 35 anos de experiência em tecnologia UV-C, e a reputação de ambas já traz boas expectativas para o produto. Com o lançamento da luminária de mesa, a desinfecção pela radiação UV-C se torna mais acessível, uma vez que o produto foi projetado exclusivamente para funcionar em residências.

O Canaltech teve em mãos a luminária residencial da Signify, testou e vai contar um pouco mais sobre o produto e como usá-lo, ainda que não seja possível provar que a promessa do produto foi cumprida. Por isso, acreditamos que é importante entender quais são os efeitos da radiação UV-C contra o coronavírus e outros vírus em geral para então cogitar a aquisição do produto.

<em>Foto: Natalie Rosa/Canaltech</em>
Foto: Natalie Rosa/Canaltech

O que é a radiação UVC?

Antes de conhecermos o produto, também é interessante entendermos do que se trata a iluminação UVC. UV vem de raios ultra-violeta, que são divididos em três tipos: UVA, UVB e UVC. Enquanto os raios UVA têm um comprimento de onda maior, eles podem penetrar na camada média da pele, os raios UVB tem um comprimento de onda considerado curto, atingindo apenas a camada externa da pele, o que é chamada de epiderme.

Os raios UVA e UVB são transmitidos pela atmosfera, e grande parte dos raios UVB acaba sendo absorvida pela camada de ozônio da Terra. Então, a radiação que temos contato possui uma concentração maior de UVA do que UVB. Ambas as radiações podem ser nocivas à pele quando em contato por muito tempo, o que ressalta a importância do uso de protetores solares.

Já a radiação UVC não atinge a superfície da Terra, portanto não existe nenhum produto para proteção contra ela. Nenhum habitante do planeta tem contato com a luz UVC de forma natural, uma vez que ela é bloqueada pela camada de ozônio, e a única forma de tê-la é através de fontes artificiais.

O uso dos raios UVC contra vírus e bactérias acontece há mais de um século. No caso das bactérias, elas são mortas por serem organismos vivos, e no caso dos vírus, por não serem, propriamente, organismos vivos, eles são apenas inativados. A radiação funciona interagindo com o RNA e DNA das moléculas de vírus e bactérias, transformando-as em não-infecciosas, em um processo que acontece em nível microscópico.

Riscos

Em contato com a pele, a radiação UVC pode provocar queimaduras não só na pele, como nos olhos, o que é chamado de fotoqueratite. Por isso, ao usar qualquer produto que tenha essa iluminação artificial, ele precisa ser ligado longe do contato humano e de animais, e também não se pode olhar diretamente para a luz.

Os danos provocados na pele e nos olhos costumam desaparecer depois de algumas semanas sem nenhuma consequência a longo prazo conhecida até então, mas os ferimentos são bastante dolorosos. Por ter profundidade de penetração na pele muito baixa, riscos de câncer de pele e doenças oculares, como a catarata, são baixos.

Raios UV-C contra a COVID-19

Os raios UV-C já são conhecidos por terem a função de desinfetar o ar, água e superfícies não porosas, e por décadas vem sendo usados no combate à disseminação de bactérias perigosas, como a da tuberculose. Em testes feitos em laboratório, a radiação foi capaz de destruir o revestimento interno da proteína do SARS-CoV-2, o vírus que provoca a COVID-19, o que consequentemente o inativa.

Assim como qualquer solução para a saúde, a radiação UV-C também pode contar com seus problemas. A primeira questão é que os raios apenas são eficazes quando entram em contato direto com o vírus. Com isso, a inativação do vírus em algumas superfícies pode não ser tão eficaz, como, por exemplo, na terra ou em objetos com poeira, justificando a recomendação de uso em superfícies não-porosas.

Outra questão a ser avaliada é que as luminárias UV-C que são vendidas para uso residencial contam com uma baixa dose de radiação, fazendo com que seja necessário mais tempo de exposição. Além disso, é importante ressaltar mais uma vez que a radiação é perigosa quando em contato direto com humanos e animais, que podem sofrer de queimaduras graves na pele e nos olhos.

De acordo com um estudo recente publicado na revista científica Scientific Reports, o uso dos raios UV-C pode reduzir o vírus da mesma forma em que os respiradores N95 nos protegem, fornecendo ainda uma redução a mais de 80% nos níveis de vírus que são transportados pelo ar.

<em>Foto: Natalie Rosa/Canaltech</em>
Foto: Natalie Rosa/Canaltech

A luminária da Philips

A Philips trouxe a luminária da Signify ao Brasil com o objetivo de corresponder à alta demanda pela desinfecção do ar, superfícies e objetos, uma vez que o país vem sofrendo com a rápida propagação da COVID-19. De acordo com a companhia, em testes realizados e validados pela Universidade de Boston, nos Estados Unidos, as fontes de luz UV-C da marca conseguiram inativar 99% do vírus SARS-CoV-2 em uma exposição de apenas seis segundos.

A Signify conta com outros produtos da linha de desinfecção, mas o que vamos falar aqui é sobre a luminária de mesa. Medindo menos de 25 centímetros de altura, ela pode ser posicionada, quando inativa, em mesas de escritório, mesas de centro, entre outros móveis, sem ocupar muito espaço. Conta com um fio longo para alcançar a tomada necessária em cada ambiente e ainda possui três botões.

Pelo fato de que a luminária não pode ser ligada com pessoas ou animais no mesmo ambiente, ela conta com uma tecnologia de detecção com um sensor que consegue identificar a presença de quem estiver a menos de cinco metros de distância do local. Quando isso acontecer, a luz é desligada automaticamente para evitar danos à saúde.

Por essa razão, o produto também funciona no modo de programação, ou seja, você seleciona o tempo em que ela irá funcionar em um botão temporizador. A luminária conta com a opção de funcionamento de 15, 30 e 45 minutos, cada tempo para um ambiente diferente. A Philips recomenda 15 minutos para a desinfecção de banheiros e cozinhas, 30 minutos para quartos e 45 minutos para a sala de estar.

<em>Foto: Natalie Rosa/Canaltech</em>
Foto: Natalie Rosa/Canaltech

Então, na hora de usar, a pessoa irá seguir os seguintes passos:

  • Posicionar a luminária no local onde acontecerá essa espécie de varredura, plugar na tomada e apertar o botão de ligar, na esquerda, o mantendo pressionado por três segundos para o desbloqueio;

  • Na sequência, pressionar o botão de temporizador para chegar no tempo em que a luminária ficará funcionando, 15, 30 ou 45 minutos;

  • Pressionar o botão de ligar e desligar, deixar o local e fechar a porta. O processo de desinfecção irá começar em 30 segundos ou assim que o sensor não detectar a presença de humanos e animais na sala;

  • Assim que o trabalho for concluído, o dispositivo volta ao modo de bloqueio para finalizar o processo. É preciso retirar a luminária da tomada assim que a desinfecção acabar.

A luminária não é leve, mas conta com um peso suficiente para que permaneça firme nos locais em que será armazenada ou posicionada para funcionar. Possui um revestimento de quatro "colunas", que protegem as duas lâmpadas de raios UV-C, que parecem ser bem delicadas. Junto aos botões do tempo, o produto conta com uma saída de áudio para que uma espécie de assistente virtual descreva que a luminária está sendo ligada e que será preciso sair da sala, quarto, cozinha ou qualquer ambiente em que ela esteja sendo usada, alertando para os riscos.

Veja ela em ação:

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Preço e onde comprar

A luminária de mesa Philips para desinfecção por iluminação UV-C pode ser encontrada no site oficial da Philips e também em outras lojas do e-commerce, por um valor aproximado de R$ 1.099,99.

Conclusão

Devido ao processo de inativação do coronavírus ser microscópico, não conseguimos testar, obviamente, se a desinfeção foi feita corretamente. No entanto, pela tecnologia ser usada há tanto tempo para essa finalidade e testes recentes comprovarem uma boa taxa de desativação do SARS-CoV-2, o produto já conta com o seu mérito de eficácia. A luminária da Signify, no entanto, não se encaixa como uma opção essencial de prevenção da COVID-19, principalmente pelo alto valor.

Além disso, é um produto perigoso, ainda que seja programado para um uso seguro. Por questões de segurança, não tentamos entrar no local no momento da desinfecção para testar o sensor de movimento, visto que diversas tecnologias podem contar com as suas falhas momentâneas. Então, ainda que este tipo de produto venha de uma empresa séria e de qualidade, é preciso estar atento às instruções e estar ciente que qualquer deslize de precaução pode trazer consequências.

Vale lembrar a quem adquirir a luminária que apenas o seu uso não é o suficiente para combater a COVID-19, sendo preciso também continuar com as medidas de distanciamento social e optar pela vacinação quando chegar na sua vez.

Com informações de: FDA, Health Europa, IES,

Fonte: Canaltech

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