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Radares em solo observam milésimo asteroide próximo à Terra desde 1968

·3 minuto de leitura

No dia 14 de agosto deste ano, o complexo de antenas em Goldstone, que faz parte da rede Deep Space Network, da NASA, registrou um objeto próximo à Terra, nomeado 2021 PJ1, alcançando a marca histórica de milésimo asteroide observado por radar planetário desde 1968. Uma semana depois, as antenas observaram um corpo ainda maior. Embora nenhum dos dois apresentasse risco de colisão com a Terra, as observações forneceram dados cruciais para complementar com precisão as informações destes corpos.

O 2021 PJ1 passou a cerca de 1,7 milhão de quilômetros da Terra, com largura estimada entre 20 e 30 metros. As detecções de radar fornecem informações mais precisas desses objetos como sua órbita e, assim, é possível prever o comportamento deles por décadas ou séculos. Foi assim que os cientistas calcularam que o asteroide Apophis não se chocará contra a Terra nos próximos 100 anos, por sinal.

Rotação do asteroide 2016 AJ193 revelada por uma sequência de observações feitas pelo radar de Goldstone (Imagem: Reprodução/JPL-Caltech)
Rotação do asteroide 2016 AJ193 revelada por uma sequência de observações feitas pelo radar de Goldstone (Imagem: Reprodução/JPL-Caltech)

As observações através de radares ainda contribuem com informações sobre as propriedades físicas e químicas destes corpos, que só poderiam ser acessadas através de missões com sondas bem próximas a eles. Dependendo do tamanho e distância, o radar consegue obter imagens de sua superfície, além de seu formato, sua taxa de rotação e se é acompanhado por algum satélite.

Além de pequeno, o 2021 PJ1 passou muito rapidamente pelos arredores da Terra, então não foi possível obter essas informações todas — exceto a sua velocidade, que melhorou o conhecimento de seu movimento futuro. "2021 PJ1 é um pequeno asteroide, então quando ele passou por nós a uma distância de mais de um milhão de km, não pudemos obter imagens de radar detalhadas", acrescentou Lance Benner, líder do programa de pesquisa de radar da NASA.

Benner e seus colegas usam a antena da 70 metros de diâmetro do Deep Space Network para enviar ondas de rádio aos asteroides e, então, receber o “eco” deles. De todos os asteroides já observados por radares terrestres, mais da metade foi através da antena de 305 metros de diâmetro do Observatório de Arecibo, desativado no ano passado. Já as antenas de Goldstone observaram 375 asteroides próximos até agora.

Antena de Goldstone da Deep Space Network (Imagem: Reprodução/NASA)
Antena de Goldstone da Deep Space Network (Imagem: Reprodução/NASA)

O asteroide mais recente foi observado uma semana após 2021 PJ1, além de ser muito maior. Entre os dias 20 e 24 de agosto deste ano, as antenas de Goldstone registraram o 2016 AJ193 enquanto ele passava a uma distância de 3,4 milhões de km da Terra. Apesar de mais longe, seu tamanho garantiu uma observação bem mais detalhada: um diâmetro estimado em 1,3 km, ou 40 vezes maior do que 2021 PJ1.

O cientista da NASA, Shantanu Naidu, explicou que a abordagem do 2016 AJ193 forneceu uma importante oportunidade de estudar suas propriedades, como o seu movimento futuro ao redor do Sol. Ele tem uma órbita cometária, o que sugere que pode ser um cometa inativo, acrescentou Naidu.

Os pesquisadores também celebraram a marca de mais de mil objetos rastreados. "Alcançar este marco de, agora, pouco mais de 1.000 detecções de radar de objetos próximos à Terra, enfatiza a importante contribuição feita na caracterização desta população perigosa, fundamental para nossos esforços de defesa planetária", encerrou Kelly Fast, gerente do programa de Defesa Planetária da NASA.

Fonte: Canaltech

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