Mercado abrirá em 2 h 23 min
  • BOVESPA

    110.611,58
    -4.590,65 (-3,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.075,41
    +732,87 (+1,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,74
    +0,69 (+1,06%)
     
  • OURO

    1.699,40
    +21,40 (+1,28%)
     
  • BTC-USD

    54.124,39
    +4.513,80 (+9,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.093,41
    +69,21 (+6,76%)
     
  • S&P500

    3.821,35
    -20,59 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    31.802,44
    +306,14 (+0,97%)
     
  • FTSE

    6.748,33
    +29,20 (+0,43%)
     
  • HANG SENG

    28.773,23
    +232,40 (+0,81%)
     
  • NIKKEI

    29.027,94
    +284,69 (+0,99%)
     
  • NASDAQ

    12.538,25
    +241,00 (+1,96%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,9831
    +0,0233 (+0,33%)
     

Radar planetário produz imagem detalhada do local de pouso da Apollo 15 na Lua

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Em novembro de 2020, equipes do Green Bank Observatory (GBO), junto de outras instituições, realizaram um teste para provar que o novo sistema do radiotelescópio Green Bank (GBT) seria capaz de captar imagens de alta resolução no espaço próximo da Terra. O resultado foi uma imagem do local de pouso da missão Apollo 15, de 1971, com grande riqueza de detalhes — que permite até a identificação de formações na Lua.

O novo transmissor, desenvolvido pela Raytheon Intelligence & Space, conseguiu emitir um sinal de radar para a Lua — e, mais especificamente, no local de pouso da missão Apollo 15 —, direcionado à pequena área com diâmetro de 3 mil quilômetros, localizada a milhares de quilômetros de distância da Terra. Quando o sinal foi refletido de volta, foi recebido pelos radiotelescópios do observatório Very Long Baseline Array. Trata-se de um conjunto de radiotelescópios em diferentes locais dos Estados Unidos que, quando combinados, criam um só instrumento de tamanho continental.

O resultado é a imagem abaixo:

Detalhe com a imagem do local de pouso da Apollo 15 produzida pelo radar (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)
Detalhe com a imagem do local de pouso da Apollo 15 produzida pelo radar (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)

Na imagem, também é possível observar a cratera Hadley C, que mede aproximadamente 6 km de extensão, além da região de Hadley Rille, um possível tubo de lava colapsado. A realização do teste com o instrumento foi possível graças a dois anos de esforços das equipes, e essa tecnologia abre o caminho para o desenvolvimento de instrumentos ainda mais poderosos, capazes de ajudar os cientistas a estudar objetos distantes.

A ferramenta conseguiu mostrar estruturas na superfície lunar e, com maiores comprimentos de onda, pode até revelar variações do regolito (o nome dado à poeira que cobre a superfície lunar) até 10 m abaixo da superfície: “já participamos antes em estudos de radar do Sistema Solar, mas transformar o GBT em um transmissor de radar planetário vai expandir nossa habilidade de buscar novas linhas de pesquisa”, comentou Tony Beasley, diretor do National Radio Astronomy Observatory. Com o sucesso deste teste, a equipe vai utilizar as informações coletadas para trabalhar em um transmissor ainda mais poderoso.

A ideia é criar um sistema de radares com 500 kw de potência, capaz de produzir imagens ainda mais detalhadas dos objetos no Sistema Solar. Essa performance vai permitir que os astrônomos usem sinais de rádio tão distantes quanto as órbitas de Urano e Netuno para aumentar a compreensão da nossa vizinhança. Assim, a futura ferramenta poderá permitir a visualização da Lua com ainda mais detalhes, além de luas de outros planetas e até observar asteroides e detritos espaciais, que são escuros demais para serem vistos por telescópios ópticos. “O sistema vai ser um grande passo na ciência dos radares, permitindo acesso a formações jamais vistas no Sistema Solar, aqui da Terra”, finaliza Karen O’Neil, diretora do Green Bank Observatory.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: