Mercado fechado
  • BOVESPA

    102.224,26
    -3.586,74 (-3,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.492,52
    -1.132,48 (-2,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,63
    +2,48 (+3,64%)
     
  • OURO

    1.791,90
    +3,80 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    57.211,98
    +2.632,46 (+4,82%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.365,60
    -89,81 (-6,17%)
     
  • S&P500

    4.594,62
    -106,84 (-2,27%)
     
  • DOW JONES

    34.899,34
    -905,06 (-2,53%)
     
  • FTSE

    7.044,03
    -266,34 (-3,64%)
     
  • HANG SENG

    24.080,52
    -659,68 (-2,67%)
     
  • NIKKEI

    28.751,62
    -747,68 (-2,53%)
     
  • NASDAQ

    16.159,00
    +108,00 (+0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3042
    +0,0660 (+1,06%)
     

Racismo, transfobia e trabalho escravo: relembre vezes que a Zara ganhou a mídia

·3 min de leitura

O caso de racismo mais recente associado à Zara está sendo apurado em um inquérito policial. Uma loja da rede, no shopping de Fortaleza, no Ceará, emitiria um sinal sonoro, alertando quando pessoas pretas entrassem no local. A prática veio à tona quando a delegada Ana Paula Barroso, que é negra, foi impedida de entrar no estabelecimento, no último dia 14 de setembro. No entanto, essa não é a primeira vez que a grife ganha a mídia pela falta de responsabilidade social.

No ano passado, um jovem de 17 anos foi vítima de racismo na loja do Shopping Ibirapuera. O caso ganhou as redes através do movimento #TireORacismoDaVitrine. O rapaz teria sido abordado enquanto experimentava roupas, sob suspeita de que teria a intenção de roubar algo. A mãe dele entrou na justiça contra a Zara.

Também em 2020, Ex-funcionárias acusaram a Zara de transfobia e racismo. Pelo Twitter, Alina Durso, de 20 anos, e Jade Aza, de 19, contratadas através de um programa para inclusão social, contaram que viveram quatro meses em um "ambiente nocivo", onde as suas identidades de gênero não eram respeitadas.

A marca também já foi associada ao trabalho forçado. Em 2014, a Zara admitiu a ocorrência de trabalho escravo na fabricação de seus produtos em 2011, ano em que uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 15 imigrantes costurando peças da marca em três oficinas terceirizadas, em Americana (SP) e São Paulo (SP). Na época, a empresa se justificou afirmando que não monitorava os seus fornecedores. Apesar disso, toda empresa no topo da cadeia é responsável pela violação de direitos trabalhistas dos terceirizados ou subcontratados. É o que estabelecem as melhores práticas ambientais, sociais e de governança, também conhecidas como ESG (Environmental, Social and corporate Governance).

— O lado social acaba sendo deixado de lado pelas empresas, muitas vezes, por ser mais intangível do que o ambiental. Quanto vale a diversidade para uma companhia? E a satisfação do colocaborador? Existem estudos que mostram que isso tem impacto financeiro na empresa, mas é difícil de mensurar — comenta Maria Eugenia Buosi, CEO da consultoria Resultante ESG: — Não adianta fazer a coisa certa e comprar de quem não faz. As companhias precisam ir além e olhar a cadeia de valor.

O EXTRA procurou a Zara e aguarda resposta.

Problemas semelhantes no exterior também já foram tópico da imprensa e causaram repercussão nas redes sociais. Em 2014, a Zara teve que retirar do mercado espanhol uma camiseta infantil de listras, que tinha uma estrela amarela bordada, assemelhando-se aos uniformes que os judeus usavam nos campos de concentração nazistas.

Em 2015, o Centro de Democracia Popular (CDP) — organização americana de alto impacto que trabalha para transformar o cenário das políticas locais e estaduais — entrevistou 251 funcionários da Zara em Nova Iorque e revelou uma prática de ‘prevenção de perda’, semelhante à que está sendo descoberta no Brasil. Caso um cliente parecesse "suspeito" ao entrar na loja, ele seria acompanhado por um funcionário. Porém, entre os entrevistados, 46% afirmaram que os consumidores negros eram os mais rotulados pela desconfiança.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos