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Racismo reverso? Brancos criticam Magazine Luiza por programa de trainee para negros

Colaboradores Yahoo Finanças
·3 minutos de leitura

O programa de trainee anunciado pelo Magazine Luiza gerou críticas de parte do público por ser exclusivo para candidatos negros. Nas redes sociais, brancos interpretaram a medida de “racismo reverso” e apelaram até para a Constituição Brasileira contra a rede de Varejo.

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A loja e a palavra “racismo” ficaram entre os assuntos mais comentados no Twitter neste sábado (19). Parte da repercussão foi provocada por quem tentou explicar por que “racismo reverso”, ou seja, contra brancos, não existe. Famosos como o ator Babu Santana participaram da manifestação.

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Por definição, racismo reverso ocorreria quando uma pessoa branca é discriminada por sua cor, direta ou indiretamente, como acontece frequentemente com pretos, pardos e asiáticos.

Os protestos chegaram até o LinkedIn, rede social corporativa tida como “mais formal” do que o Twitter, por exemplo. Um homem comentou: “Sou uma pessoa de pele branca e tenho grandes amigos pretos. Negros? O que seria? Uma empresa de capital aberto com essa política de contratação? O que faz um preto ser diferente de um branco e vice-versa?”.

Um advogado branco sugeriu que o programa do Magazine Luiza viola a legislação e citou o inciso IV do artigo 3 da Constituição Federal, que cita entre os objetivos fundamentais do país: “Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Atualmente, o Magazine Luiza tem em seu quadro de funcionários 53% de pretos e pardos. Mas apenas 16% deles ocupam cargos de liderança, por isso abriu processo seletivo para treinar negros em postos superiores. Funcionários da empresa também podem se candidatar ao processo seletivo.

Segundo a empresa, o programa de trainees lançado nesta sexta-feira é o primeiro exclusivo para negros do Brasil. Ele foi desenvolvido em parceria com as consultorias Indique Uma Preta e Goldenberg, Instituto Identidades do Brasil, Faculdade Zumbi dos Palmares e Comitê de Igualdade Racial do Mulheres do Brasil.

"O objetivo do Magalu com o programa é trazer mais diversidade racial para os cargos de liderança da companhia, recrutando universitários e recém-formados de todo Brasil, no início da vida profissional", informou a empresa, em comunicado.

Conforme a companhia, serão aceitos candidatos formados de dezembro de 2017 a dezembro de 2020, em qualquer curso superior. Conhecimento de inglês e experiência profissional anterior não são pré-requisitos para a seleção.

O salário é de R$ 6,6 mil, com benefícios e bônus de contratação de um salário.

Candidatos de todo o país podem participar, desde que tenham disponibilidade para se mudar para São Paulo. Caso o selecionado seja de fora da cidade, receberá um auxílio-mudança.

"O Magazine Luiza acredita que uma empresa diversa é uma empresa melhor e mais competitiva", diz Patrícia Pugas, diretora executiva de gestão de pessoas, em comunicado. "Queremos desenvolver talentos negros, atuar contra o racismo estrutural e ajudar a combater desigualdade brasileira."