Mercado fechado
  • BOVESPA

    100.774,57
    -1.140,88 (-1,12%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.007,16
    +308,44 (+0,62%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,71
    -0,47 (-0,71%)
     
  • OURO

    1.783,10
    +6,60 (+0,37%)
     
  • BTC-USD

    56.891,62
    -544,24 (-0,95%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.442,71
    -26,37 (-1,79%)
     
  • S&P500

    4.513,04
    -53,96 (-1,18%)
     
  • DOW JONES

    34.022,04
    -461,68 (-1,34%)
     
  • FTSE

    7.168,68
    +109,23 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    23.658,92
    +183,66 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    27.935,62
    +113,86 (+0,41%)
     
  • NASDAQ

    15.858,75
    -291,75 (-1,81%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4463
    +0,0763 (+1,20%)
     

Racismo: loja da Zara em Fortaleza teria código para alertar sobre a entrada de negros, diz delegado

·2 min de leitura

Em mais um capítulo do suposto caso de racismo praticado por um funcionário da loja Zara do Shopping Iguatemi, em Fortaleza, testemunhas disseram que a empresa orientou trabalhadores a usar o código "Zara zerou" para alertar sobre a entrada de pessoas negras na loja do Shopping Iguatemi, em Fortaleza. Segundo o delegado geral da Polícia Civil no Ceará, Sérgio Pereiras, que conduz a investigação, o código era acionado pelo sistema de som da loja quando entrassem na loja clientes "de cor" ou com "roupas simplórias".

A informação é fruto de uma investigação aberta pela Polícia Civil para apurar crime de racismo cometido contra a delegada Ana Paula Barroso, diretora-adjunta do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis, que foi barrada ao entrar na Zara do Shopping Iguatemi em Fortaleza em 14 de setembro. A Polícia Civil indiciou o gerente da Zara por racismo.


chamada banner Globo+ Elo


A delegada estava com a máscara sob o queixo e consumia um sorvete no momento em que foi orientada a sair do estabelecimento por um funcionário da loja. Segundo a Polícia Civil, o funcionário da Zara que orientou a cliente a sair afirmou que tomou a medida por questões sanitárias. No entanto, imagens de vídeo mostraram que o mesmo funcionário atendeu outros clientes brancos sem máscara ou com máscara abaixada alguns minutos antes do episódio. "Houve discriminação, dois pesos e duas medidas", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Sérgio Pereira dos Santos.

"Chegamos à conclusão que ele agiu deliberadamente praticando o crime de racismo e que há possibilidade de ser uma política dessa loja", disse Pereira. Uma vez acionado o código 'Zara zerou, disse o delegado, o cliente passava a ser tratado como pessoa suspeita, que deveria ser acompanhada pelos funcionários.

Resposta da varejista

A Zara Brasil disse que não teve acesso ao relatório da autoridade policial até sua divulgação nos meios de comunicação. A empresa informou, em nota, que "colaborará com as autoridades para esclarecer que a atuação da loja durante a pandemia Covid-19 se fundamenta na aplicação dos protocolos de proteção à saúde, já que o decreto governamental em vigor estabelece a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes públicos. Qualquer outra interpretação não somente se afasta da realidade como também não reflete a política da empresa".

que preço é esse?

A varejista disse que, no Brasil, conta com mais de 1.800 pessoas de diversas raças e etnias, identidades de gênero, orientação sexual, religião e cultura. "Zara é uma empresa que não tolera nenhum tipo de discriminação e para a qual a diversidade, a multiculturalidade e o respeito são valores inerentes e inseparáveis da cultura corporativa."

Ainda em nota, a empresa disse que "rechaça qualquer forma de racismo, que deve ser combatido com a máxima seriedade em todos os aspectos".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos