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Rachadinha aumentou patrimônio de Flávio Bolsonaro em R$ 1 milhão, diz MP

Redação Notícias
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Brazil's Senator Flavio Bolsonaro gestures as he attends Brazil's government auction for offshore oil fields in Rio de Janeiro, Brazil, on November 06, 2019. - Brazil will auction drilling rights to deep-sea oil fields off its southeast coast Wednesday in a blockbuster sale it hopes will raise a whopping $26.5 billion and boost its crude sector. (Photo by Mauro Pimentel / Mauro Pimentel / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/Mauro Pimentel/AFP via Getty Images)
Senador Flávio Bolsonaro ganhou R$ 1 milhão com rachadinha (Photo by MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

O Ministério Público do Rio de Janeiro apontou que o patrimônio ilícito acumulado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre 2010 e 2014 por meio da “rachadinha” somou quase R$ 1 milhão.

Esse valor refere-se à diferença entre as despesas da família do senador e a renda declarada pelo casal no período e consta na denúncia apresentado na última semana ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio contra o filho do presidente Jair Bolsonaro.

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O casal não conseguiu explicar gastos que somam R$ 977,6 mil no intervalo de cinco anos, a maior parte desde feito por meio de pagamento em dinheiro vivo ou a partir das contas do casal após receberem depósitos em espécie.

A defesa do senador nega as acusações e alega que a denúncia contém “erros matemáticos”.

No entanto, essa acusação não reúne todas as suspeitas que recaem sobre o senador. Ainda segue sob investigação a movimentação financeira da loja de chocolate de Flávio. A suspeita é que o estabelecimento tenha lavado até R$ 1,6 milhão.

Flávio é acusado de desviar R$ 6,1 milhões dos cofres públicos, na época em que era deputado estadual, referente à soma de seus 12 ex-assessores na Assembleia Legislativa do Rio. De acordo com a Promotoria, esses funcionários não trabalhavam.

Desse total, o policial militar aposentado Fabrício Queiroz recebeu R$ 2,08 milhões. Ele apontado como operador financeiro do esquema. Ex-assessores-fantasmas sacaram outros R$ 2,15 milhões.

Flávio Bolsonaro é acusado de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio. O senado, Queiroz e outras 15 pessoas foram denunciadas sob a acusação de peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Os investigadores afirmam que o dinheiro recolhido por Queiroz junto aos assessores era usado para quitar despesas pessoais do filho do presidente.