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R$ 13, 99 no Twitter: o brasileiro tem razão ao ter tanto medo de preços fora da realidade?

·3 min de leitura
No Twitter, aumentos constantes nas contas básicas preocupam brasileiros (Getty Image).
No Twitter, aumentos constantes nas contas básicas preocupam brasileiros (Getty Image).
  • No Twitter, o termo ficou entre os assuntos mais comentados nesta segunda (25);

  • Brasileiros temeram reajustes de preços em itens essenciais;

  • Economista afirma que inflação explica o medo de novos aumentos em tarifas.

Algumas pessoas levaram um susto quando acessaram a Internet hoje. O termo "R$ 13.99" estava entre os assuntos mais comentados do Twitter, gerando questionamentos sobre o que poderia ter mudado na economia nesta segunda-feira (25).

"Vi R$13,99 nos trends achei que fosse a gasolina, já estava pronto pra vender meu carro" comentou um internauta. "Viver no Brasil é ver os R$13,99 nos assuntos em alta e se perguntar se é o dólar, a gasolina, o quilo do arroz. Bate até um desespero", tuitou outra conta.

Apesar do medo inicial, o número não anunciava nenhuma notícia ruim. Era apenas uma promoção de livros divulgada pela Amazon.

Receio pode ser justificado por mudanças econômicas recentes

Não é à toa que as pessoas já pensam o pior quando veem valores mais altos. Com as constantes mudanças em preços de itens básicos, ocasionadas por porcentagens de mudanças cada vez maiores, é normal sentir medo de novos reajustes.

"A inflação acumulada em 12 meses já está, a pelo menos um semestre, acima de dois dígitos. Ou seja, acima de 10%. Então aquela inflação antiga acima de 3% ou 4% ao ano virou coisa do passado", diz Gilberto Braga, economista e professor do Ibmec.

Ele explica que os brasileiros podem estar esperando algum reajuste de preços quando olharam para números mais altos, como os aplicados recentemente às contas de energia ou a serviços públicos. "O que antigamente era um percentual baixo agora é algo que assusta e que impacta nos orçamentos. É algo que, de alguma maneira, assombra os orçamentos familiares".

Neste mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que os reajustes no preço da conta de luz podem chegar até a 24%. Já o gás de cozinha sofreu um encarecimento de até 23,2% nos últimos 12 meses, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A gasolina, alvo de grande parte dos comentários no Twitter, teve um reajuste de 8,7% realizado pela Petrobras em 11 de março. O preço do combustível tem aumentado constantemente ao longo dos últimos meses.

As previsões para o futuro ainda são incertas

É difícil projetar melhora nos custos dos serviços básicos, na alimentação e na cotação do dólar. "Ainda não está claro quem será o próximo presidente da república, não se sabe quem será o Ministro da Economia de ambos potenciais candidatos e não se conhece em detalhes os planos econômicos", alertou Braga.

O especialista também ressalta que o atual presidente, Jair Bolsonaro, não anunciou se pretende manter Paulo Guedes no posto ministerial. Ele ainda explicou que o ministro tem perdido a credibilidade perante as empresas e ao mercado financeiro na medida que tem cedendo aos apelos de cascos públicos e empenhos de natureza eleitoral para favorecer a subida do candidato nas pesquisas.

"De outro lado temos Lula, que escolheu um vice que é muito próximo do centro e não tem ainda um discurso claro para a economia. Na verdade, os sinais são dúbios. Ele fala em mudanças de políticas de preço para a Petrobras, fala sobre revogar as leis trabalhistas e isso cria uma instabilidade muito grande para o mercado", aponta o economista.

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