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Rússia vai abandonar a ISS em protesto contra sanções

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A Rússia anunciou que deixará o programa da Estação Espacial Internacional (ISS) devido às inúmeras sanções impostas contra o país pelo ocidente desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro. A notícia foi dada por Dmitry Rogozin, diretor da agência espacial russa (Roscomos), em entrevista no último sábado (30).

Conforme relatado pelos portais russos TASS e RIA Novosti, Rogozin disse que a decisão já foi tomada, mas que a Roscosmos não é obrigada a falar publicamente sobre ela. Em vez de uma data específica, o executivo apenas afirmou que “informaremos nossos parceiros sobre o fim de nosso trabalho na ISS com um ano de antecedência”.

O diretor da agência espacial russa não disse quando o país deixará a ISS, apenas que avisará com um ano de antecedência (Imagem: Reprodução/NASA)
O diretor da agência espacial russa não disse quando o país deixará a ISS, apenas que avisará com um ano de antecedência (Imagem: Reprodução/NASA)

A decisão não pega ninguém de surpresa: no início de abril Rogozin já havia ameaçado abandonar a ISS caso os EUA, a União Europeia e o Canadá não suspendessem as sanções impostas contra a Rússia. Obviamente, com a continuidade das operações militares russas na Ucrânia, as sanções seguem de pé.

Até agora a ISS era um lugar de plena cooperação entre Rússia, EUA e nações europeias, apesar da tensão desde o início da invasão à Ucrânia. No entanto, o isolamento internacional sem precedentes da nação russa parece marcar o fim da exploração espacial conjunta.

Na quarta-feira (27) passada, a missão Crew-4 com três astronautas norte-americanos e um italiano, chegou à ISS para se juntar a outros três norte-americanos, três cosmonautas russos e um astronauta alemão que já estavam por lá. Eles viajaram a bordo de uma cápsula Crew Dragon lançada por um foguete Falcon 9, veículos que acabaram com mais de uma década de dependência dos EUA em foguetes russos para a troca de tripulação. A NASA tem planos de operar a ISS até 2030.

Fonte: Canaltech

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