Rússia troca o comunismo pelo consumismo

Se alguém ainda tiver dúvida sobre quem ganhou a Guerra Fria, deve visitar Vegas. Não a meca americana do jogo, mas o megashopping center localizado na periferia de Moscou, que tem área quase quatro vezes maior que a do Iguatemi de São Paulo e atrações que incluem pista de patinação no gelo, parque de diversões e um heliponto.

Vegas é o maior exemplo da corrida pela construção de grandes centros comerciais na Rússia, impulsionada pela expansão do consumo da cada vez mais numerosa classe média do país.

Habitantes da nação com mais alto PIB per capita do Brics - que inclui Brasil, China, Índia e África do Sul -, os russos pagam apenas 13% de Imposto de Renda e se beneficiam de heranças comunistas que ampliam a fatia da renda disponível para o consumo.

A maioria recebeu suas casas do Estado depois do fim da União Soviética, o que mantém em baixos níveis o endividamento para compra de imóveis. Além disso, a educação é gratuita e o sistema de saúde é público e universal - ainda que existam inúmeras queixas sobre sua qualidade e denúncias de corrupção.

A maior parte do dinheiro que sobra nos bolsos da população é destinada a compras, o que já transformou o país no terceiro maior mercado consumidor da Europa, atrás da Alemanha e da França, segundo a consultoria Cushman & Wakefield, que atua no setor de imóveis comerciais.

O Sberbank, maior instituição financeira da Rússia, acredita que o país chegará ao primeiro lugar no ranking até 2020, quando ocupará também o posto de quarto maior mercado consumidor do mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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