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Rússia descarta confinamento, apesar do 4º recorde de mortes por covid-19

·3 minuto de leitura
Vacinação contra a covid-19 com o imunizante russo Sputnik Lite, em Moscou

O governo russo descartou, nesta sexta-feira (2), um confinamento da população, apesar de ter registrado 679 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas - um recorde pelo quarto dia consecutivo no país, seriamente afetado pela variante Delta.

Segundo dados do governo, a Rússia registrou 23.218 novos casos em um dia, o número mais alto desde meados de janeiro, quando o país saía de uma segunda onda de coronavírus.

Apesar disso, o Kremlin descartou nesta sexta-feira, por enquanto, a ideia de um confinamento.

"Ninguém quer confinamentos" e a ideia de aplicá-lo "não foi discutida. Para que isso não aconteça, devemos todos nos vacinar o mais rápido possível", declarou à imprensa o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

"Claro, a situação é tensa em várias regiões", admitiu Peskov, que garantiu que as autoridades estão trabalhando "intensamente" para lutar contra "um inimigo traiçoeiro, o coronavírus e suas novas variantes".

Na primavera de 2020 (outono no Brasil), a Rússia instaurou um confinamento nacional, mas, desde então, as autoridades se negaram a voltar a aplicar medida similar para proteger uma frágil economia.

Apesar dos recordes negativos, as autoridades russas mantiveram a organização de eventos com multidões, como é o caso da Eurocopa em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país, onde se disputa nesta sexta-feira uma partida pelas quartas de final entre Espanha e Suíça.

São Petersburgo registrou hoje 101 mortes pelo coronavírus, um pouco menos que o recorde de 119 mortes diárias registrado esta semana.

O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, afirmou que a variante Delta, surgida inicialmente na Índia, é responsável por 90% dos novos casos registrados na capital russa.

Principal foco da doença, Moscou registrou 112 mortes nas últimas 24 horas, níveis próximos aos recordes alcançados esta semana.

Desde seu surgimento no país, a pandemia acumula mais de 5,5 milhões de casos e 136.565 mortes, segundo dados oficiais.

A agência de estatística Rosstat, que tem uma definição mais ampla das mortes provocadas pelo coronavírus, contabiliza 270.000 óbitos até o final de abril.

- Estímulos à vacinação

A imunização começou em dezembro passado, mas, até o momento, apenas 23,6 milhões dos 146 milhões de russos, ou seja, 16% da população, foram convencidos a se vacinarem. A maioria continua desconfiada dos fármacos nacionais.

O aumento dos casos levou o presidente Vladimir Putin a pedir, em um discurso televisionado transmitido na quarta-feira (30), que os cidadãos russos se vacinem.

Em várias regiões, as autoridades tomaram medidas para estimular os russos a se vacinarem, como habilitar um "passe sanitário" para poder entrar nos restaurantes da capital.

Na manhã de hoje, os jornalistas da AFP observaram longas filas em um posto de vacinação em um shopping center de Moscou, com mais de 100 pessoas esperando para receber a injeção anticovid-19.

"Estou na fila há duas horas", disse à AFP Svetlana Stepereva, uma estudante de 21 anos, em um centro de vacinação no leste de Moscou.

"Já que as restrições serão ainda mais severas, quero tomar uma injeção e me sentir protegida", completou.

"Se existe a possibilidade de evitar consequências graves da doença, por que não?, disse o engenheiro Evgueni Kucherik, de 49 anos.

A capital também lançou, nesta quinta-feira (1), uma campanha de revacinação para quem recebeu as duas doses há mais de seis meses. A estas pessoas, é oferecida a possibilidade de vacinarem com mais uma dose para reforçar suas defesas contra as novas variantes.

jbr/mm/mar-me/mis/mar/aa/tt

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