Rússia e Brasil assinarão em fevereiro acordo sobre negócios conjuntos

Moscou, 14 dez (EFE).- O governo de Dilma Rousseff e a Rússia assinarão, durante a visita do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, para o Brasil, em fevereiro de 2013, um acordo de cooperação bilateral de negócios para os próximos anos.

"Propomos tomar hoje a decisão sobre a criação de uma espécie de roteiro para os próximos dois ou três anos que inclua os projetos chave que necessitam dos cuidados e do apoio de nossos países", disse o vice-ministro de Economia russo, Alexei Lijachov, no fórum empresarial russo-brasileiro realizado em Moscou.

Lijachov afirmou que sua pasta está reorganizando e renovando os escritórios comerciais da Rússia no exterior. O fórum contou com a participação de cem empresários brasileiros e quinhentos russos.

O escritório da Rússia no Brasil recebeu a ordem de promover os projetos de diversas empresas do país europeu, como a Russian Helicopters, grupo Renova, Power Machines e o Sistema de Navegação Russo, criadora do Glonass, alternativa russa ao GPS.

"A lista não está fechada e os escritórios comerciais podem incluir tanto projetos concretos dos empresários russos no Brasil como a captação de investimentos em projetos concretos na Rússia", explicou Lijachov.

O volume de troca comercial entre os dois países se multiplicou entre 2005 e 2008, crescimento que diminuiu diante da crise mundial mas que se recuperou no ano passado, quando atingiu a cifra de US$ 6,5 bilhões.

Neste ano, no entanto, "os fatores para ampliar" este volume "se esgotaram", lamentou o vice-ministro russo. "Sem dúvida, isto se deve em parte às novas ondas de crise financeira e econômica. Mas, por outra parte, indica que os Estados devem se esforçar e criar condições para o desenvolvimento de nossas relações comerciais e investidoras", concluiu.

A presidente Dilma Rousseff aproveitou hoje sua visita oficial à Rússia para participar do encerramento do fórum empresarial. Momentos antes, ela se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"Nossa troca comercial é de US$ 7 bilhões por enquanto, mas temos que superar esse indicador, e temos todas as condições para fazê-lo. É preciso dar especial atenção ao campo das inovações", disse Dilma para os empresários.

A líder lembrou que o recente ingresso da Rússia na Organização Comercial de Comércio é uma nova e sólida base para avançar no desenvolvimento das relações bilaterais.

A Rússia e o Brasil lamentam que sua troca comercial se limite principalmente ao setor agrícola e às matérias-primas, como reconheceu na véspera à Agência Efe um membro da delegação que acompanha Dilma.

Membros do G20 e do grupo Brics, organização de economias emergentes da qual também participam Índia, China e África do Sul, as duas potências econômicas tem como objetivo aumentar suas trocas comerciais para US$ 10 bilhões. EFE

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