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Rússia aprova lei impedindo que jornalistas cubram o programa espacial do país

·3 minuto de leitura

Não é de hoje que Vladimir Putin, presidente da Rússia, não se mostra feliz com o trabalho da mídia independente — tanto que ele já declarou que quase toda organização do tipo atuando no país é um “agente estrangeiro” que trabalha para disseminar críticas por lá. Agora, a campanha contra a mídia independente do país se estende com uma nova lei, estabelecendo que qualquer pessoa que cubra algo relacionado às atividades militares ou espaciais russas será classificada como um agente estrangeiro.

Alguns russos entendem esse termo como algo típico da era soviética, em que a pessoa é designada como um “inimigo do povo”. A Rússia já proibia a cobertura de atividades espaciais que tivessem informações classificadas e, agora, a nova lei exige que aqueles — tanto organizações quanto indivíduos — que cobrirem esses assuntos precisam colocar um aviso em cada publicação e postagem em rede social, que define o trabalho como de autoria de um agente estrangeiro.

A agência espacial russa Roscosmos paga valores baixos aos seus colaboradores, e os veículos espaciais do país mostraram algumas falhas recentemente (Imagem: Reprodução/Roscosmos)
A agência espacial russa Roscosmos paga valores baixos aos seus colaboradores, e os veículos espaciais do país mostraram algumas falhas recentemente (Imagem: Reprodução/Roscosmos)

O aviso tem que dizer que o material em questão foi criado ou distribuído por canais da mídia de massa estrangeira, executando a função de um agente estrangeiro, e/ou uma entidade russa legal executando as funções de um agente estrangeiro. A nova lei reúne uma lista de 60 itens relacionados a atividades militares e civis, sobre as quais os repórteres devem se identificar desta forma. Alguns exemplos incluem informações sobre os fundos da agência espacial russa Roscosmos, o Ministério da Defesa do país e organizações trabalhando em pesquisas para as atividades espaciais, além de informações sobre novas tecnologias, materiais e componentes dos produtos da Roscosmos.

Tecnicamente, a lei permite cobrir missões espaciais científicas ou totalmente civis, mas o problema é que, na Rússia, os programas civis e militares são tão relacionados que é quase impossível separá-los — por isso, a nova lei assustou quem trabalha com coberturas espaciais no país. Katya Pavlushchenko, conhecida por cobrir assuntos espaciais russos em seu blog, anunciou em seu Twitter que precisará suspender suas publicações. “Na Rússia, a cosmonáutica civil e militar é muito próxima, então você nunca vai saber se pisou em um campo minado; isso significa que eu não posso cobrir atividades espaciais russas por enquanto”, disse.

Em entrevista, ela afirmou que a lei é tão restrita que, se as autoridades desejarem, qualquer um poderá ser acusado de violação. Para grande parte dos blogueiros e outros autores que cobrem o setor espacial da Rússia, isso representa uma parte relativamente pequena do trabalho científico e educacional que fazem. “Escutei de alguns autores de blogs populares de ciência e educação que eles vão ficar mais atentos às atividades espaciais de outros países”, disse.

Para ela, é certo que a lei vai afetar a cobertura de assuntos relacionados à Roscosmos. “Esses autores não foram negativos sobre a Roscosmos, eles fizeram um grande trabalho para destacar suas atividades para pessoas comuns”, comentou. Pavlushchenko acredita que o maior efeito da lei será a diminuição da cobertura das atividades espaciais russas para os cidadãos do país, já que eles provavelmente terão que se informar através da mídia estatal, apenas. Entretanto, a lei não irá afetar a cobertura de veículos de fora do país.

Fonte: Canaltech

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