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Réveillon no Rio: o 'vai e vem' sobre a festa na cidade

·5 min de leitura

RIO — A menos de um mês para a virada do ano, o Rio ainda não sabe se terá a tradicional festa de revéillon ou em que grau ela poderá acontecer. Com a sombra da variante Ômicron, ainda não identificada no estado, os comitês científicos da prefeitura do Rio e do governo estadual devem se reunir nos próximos dias para bater o martelo sobre a realização ou não da festa. Entretanto, ainda sem uma decisão conjunta entre os grupos de especialista, nos últimos dias a festa já foi confirmada, cancelada e até anunciada em menor porte. Até o momento está encaminhada a realização somente da queima de fogos.

As discussões sobre a festa de réveillon começaram ainda no primeiro semestre após o fim da terceira onda da Covid-19 que atingiu a cidade e o avanço da vacinação no Rio. Com o início da reabertura e realização de eventos-testes, o prefeito Eduardo Paes se manteve otimista com a virada do ano e até o carnaval de 2022.

Com a redução sustentada de casos e óbitos por coronavírus na cidade, o caderno de encargos para o réveillon foi publicado em agosto pela prefeitura do Rio. Nele estavam previstos 13 palcos espalhados pela cidade com shows e queima de fogos. Ao longo dos meses, a prefeitura também condicionou a realização da festa com o cenário epidemiológico da pandemia, mas defendia que era preciso planejar os eventos.

O clima para a realização da festa se mantinha com a aproximação de dezembro, já que a pandemia cada vez dava mais sinais de trégua na cidade, com o Rio atingindo o menor patamar de internados na cidade nas últimas semanas. No entanto, a descoberta da variante Ômicron acendeu um sinal de alerta entre os especialistas que colocam em xeque a realização do evento e diversas capitais canceleram a festa.

O vai e vem dos últimos dias

29 de novembro

No fim de novembro o Comitê Científico da prefeitura do Rio se reuniu para debater a questão, e na avaliação dos membros o cenário atual permitiria a comemoração nos moldes que estava sendo planejada. No entanto, foi sugerida a ampliação da cobrança do passaporte vacinal para hotéis, assim evitando o turismo de pessoas não vacinadas. O pedido foi acatado pela prefeitura, que determinou a comprovação também para restaurantes, bares e salões de beleza. Ainda sem muitas informações sobre a variante, a prefeitura havia planejado uma última reunião do grupo no dia 20 de dezembro para a decisão final.

03 de dezembro

Apesar da sinalização positiva do grupo municipal, especialistas que assessoram o governo do estado se reuniram dias depois e deram um parecer contrário à realização da festa no formato tradicional: com grandes aglomerações na orla da praia, todo mundo sem máscara. A conclusão do grupo pasta foi de que, a princípio, a realização das festas de Copacabana em seu formato clássico é temerária. Mas, da mesma forma que o grupo da cidade do Rio, os especialistas haviam marcado um novo encontro para debater o tema novamente com mais informações sobre a variante Ômicron.

04 de dezembro

Com a notícia do parecer preliminar contrário à realização da festa, o prefeito Eduardo Paes postou em suas redes sociais na manhã de sábado que havia decidido cancelar as comemorações da virada do ano. Segundo ele, apesar do parecer favorável do grupo que o assessora, entre a decisão dos comitês científicos municipal e estadual, vai valer sempre a mais restritiva.

Paes também explicou que vinha conversando com o governador Claudio Castro e que a recomendação de cancelamento não era o que ele vinha lhe passando até então. Ele ressaltou que está acatando a decisão estadual. Segundo a Riotur, a festa ainda não tinha patrocínio oficial para este ano. Paes ainda afirmou que em suas conversas com o governador Claudio Castro não era essa intenção do governo.

Horas depois o governador Claudio Castro usou as redes sociais para dizer que havia conversado com Paes sobre o tema. Foi marcada uma reunião para esta semana com os integrantes dos dois Comitês Científicos para deliberarem sobre o tema.

Apesar da postagem, na prefeitura a decisão da suspensão ainda estava mantida na noite de sábado.

6 de dezembro

O prefeito Eduardo Paes disse que se encontrou com Castro e que pediu ao governador que avaliasse junto ao comitê estadual a realização da festa somente com a tradicional queima da fogos em Copacabana e outros pontos da cidade. Paes indicou que Daniel Soranz, seu secretário de Saúde, conduziria as negociações sobre o tema.

7 de dezembro

Claudio Castro confirmou que a capital terá queima de fogos em Copacabana, na Zona Sul, e em outros pontos da cidade, apesar do cancelamento da programação de shows. As festas privadas estão permitidas e cada município vai estipular as suas regras sanitárias para realização. De acordo com Castro, o estacionamento na orla será proibido, como forma de impedir aglomerações. Os transportes também não terão esquema especial de funcionamento na noite do dia 31, como forma de evitar o fluxo de pessoas para as áreas em que acontecerão os shows pirotécnicos.

— Ontem, eu e o prefeito Eduardo Paes conversamos melhor sobre o tema. Achamos razoável o pedido pela exibição de fogos de artifício, mas concordamos em relação à variante Ômicron da Covid-19. Ainda definiremos como os transportes serão restritos nesses dias, mas já sabemos que não será permitido o estacionamento na orla. Essas medidas serão conversadas e alinhadas pelos comitês científicos estadual e municipal, além de secretários envolvidos nessa operação logística — afirmou.

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