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Quinta Avenida de NY no fogo cruzado da batalha de aluguéis

Natalie Wong e Kim Bhasin
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Não muito tempo atrás, grandes marcas de moda estavam dispostas a pagar aluguéis cada vez mais altos apenas para ter uma loja na Quinta Avenida, em Manhattan. Agora, a mundialmente famosa área comercial se transformou em um campo de batalha entre proprietários e inquilinos que buscam uma saída para aluguéis caríssimos.

É um efeito colateral da pandemia que abala Nova York há mais de um ano. Turistas estrangeiros que davam vida à Quinta Avenida antes do lockdown desapareceram. Por isso, em grande parte, são profissionais de escritório que podem ter parado em uma loja enquanto passavam pela avenida. Espaços fechados com tábuas e placas de “Aluga-se” se multiplicam.

Os poucos comerciantes que desejam assinar novos contratos estão exigindo grandes descontos. Alguns que estiveram lá todo esse tempo - como as lojas da NBA, Valentino e Marc Fisher - estão envolvidos em batalhas legais com proprietários dos imóveis por causa de aluguéis atrasados.

Ao longo de um trecho de aproximadamente 20 quarteirões da Quinta Avenida, um pequeno grupo de proprietários envolvidos em disputas legais espera receber US$ 200 milhões. Se esses inquilinos forem embora, isso significaria mais vagas em um corredor que começava a apresentar dificuldades mesmo antes da pandemia.

“Os números são altos”, disse Tom Mullaney, diretor-gerente da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. “Se algum dos inquilinos estiver financeiramente estressado e perder, será muito doloroso. Por outro lado, se alguns dos proprietários estiverem superalavancados e com problemas de fluxo de caixa, pode ser traumático para eles também.”

Recuperação

Desde março do ano passado, varejistas em dificuldades nos EUA deixaram de pagar bilhões em aluguéis, citando vendas perdidas devido às regras de distanciamento social e outras restrições da pandemia. Embora muitas empresas tenham reaberto lojas ou feito acordos com proprietários, alguns negócios gigantes continuam paralisados, sinalizando mais obstáculos para a recuperação da Quinta Avenida.

Há muito em jogo para a cidade de Nova York, onde o setor imobiliário comercial sofreu um golpe no último ano. Fachadas de lojas vazias corroem o apelo da avenida para o retorno dos turistas: cerca de 65% deles desapareceram em 2020, de acordo com a NYC & Co., a organização de marketing da cidade. Com isso, varejistas que pagam caro por locais premium precisam fazer escolhas difíceis.

A NBA manteve sua loja de três andares no número 545 da Quinta Avenida fechada, mesmo com espaços vizinhos sendo reabertos gradualmente. A liga de basquete acumula mais de US$ 8 milhões em aluguéis atrasados, de acordo com Ed Klein, advogado do Moinian Group, proprietário do imóvel. Um representante da NBA não respondeu a pedidos de comentário.

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