Mercado abrirá em 6 h 37 min
  • BOVESPA

    113.430,54
    +1.157,53 (+1,03%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.564,27
    +42,84 (+0,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,19
    +0,32 (+0,41%)
     
  • OURO

    1.941,90
    -3,40 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    23.156,59
    +283,21 (+1,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    524,33
    +5,54 (+1,07%)
     
  • S&P500

    4.076,60
    +58,83 (+1,46%)
     
  • DOW JONES

    34.086,04
    +368,95 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.771,70
    -13,17 (-0,17%)
     
  • HANG SENG

    21.903,74
    +61,41 (+0,28%)
     
  • NIKKEI

    27.340,59
    +13,48 (+0,05%)
     
  • NASDAQ

    12.109,25
    -42,75 (-0,35%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5191
    +0,0035 (+0,06%)
     

QuickVid | Ferramenta de IA gera vídeos curtos completos a partir de texto

Uma ferramenta de inteligência artificial para criação de vídeos, chamada QuickVid, chama a atenção da web nos últimos dias. A IA surpreende pela capacidade de produzir automaticamente vídeos curtos para o YouTube, Instagram, TikTok e Snapchat a partir de palavras-chave introduzidas em um prompt de texto.

O sistema impressiona pela simplicidade: com apenas uma diretriz básica, o QuickVid consegue criar tudo rapidamente. A ferramenta escolhe um vídeo de fundo de uma biblioteca, produz um script com termos específicos, sobrepõe imagens geradas pelo DALL-E, adiciona uma narração e até escolhe uma música de fundo isenta de royalties para você divulgar o conteúdo sem preocupação com direitos autorais.

Com apenas uma palavra-chave, o QuickVid consegue criar um script genérico para vídeos (Imagem: Reprodução/QuickVid)
Com apenas uma palavra-chave, o QuickVid consegue criar um script genérico para vídeos (Imagem: Reprodução/QuickVid)

O criador do QuickVid, o desenvolvedor Daniel Habib, explica que seu foco é ajudar os criadores a atender à demanda crescente de fãs. Em entrevista concedida ao site TechCrunch, garante que a ideia é evitar o esgotamento das pessoas, que geralmente precisam se dividir entre a parte de planejamento do conteúdo e a edição do vídeo.

Habib foi funcionário da Meta, atuando especificamente no Facebook Live, na parte de infraestrutura de vídeo. Ele garante ter construído a sua IA em poucas semanas, já que o código seria relativamente simples no momento. A promessa é aprimorá-la, a partir de agora, com novas opções de personalização, avatares e legendas automáticas.

Como funciona o QuickVid?

Como a maioria das ferramentas de IA, o QuickVid começa o processo de produção com uma caixa de texto na tela do usuário. Ali a pessoa vai descrever, com o maior número de detalhes possíveis, o assunto do vídeo a ser gerado. Um script é gerado com base na tecnologia GPT-3, a mesma usada no DALL-E e no ChatGPT, dando um toque humanizado ao conteúdo.

As palavras-chave constantes do vídeo serão a base para a construção do vídeo em si. O QuickVid se conecta ao site Pexels, que somente usa mídias sem royalties, e baixa imagens relacionadas. A partir desse momento, o DALL-E entra em cena para gerar novas imagens a partir das fotos, criando algo novo em cima de um conteúdo preexistente.

Feita a montagem da parte visual, a IA parte para a narração do vídeo. É utilizada uma API de conversão de texto em fala do Google Cloud para a leitura robotizada do script. Futuramente, será possível gravar a sua própria voz para ser aplicada em qualquer vídeo de maneira natural, como já ocorre em técnicas de deepfake.

Veja alguns resultados abaixo:

Spam e ameaça aos produtores de conteúdo original

Embora seja uma IA em constante evolução, o QuickVid não produz conteúdo como um humano. Isso significa que, em alguns momentos, a ferramenta vai replicar conteúdos similares ou criar coisas padronizadas, que podem cansar o público ou ser taxado como spam.

Este já é um problema com que as redes sociais precisam lidar constantemente. Um streamer, por exemplo, pode gerar tanto que conteúdo que vários canais reaproveitam trechos, fazem edições e inundam feeds alheios com o mesmo vídeo modificado.

Há também o lado ético da coisa. Você seguiria um criador de conteúdo que não se dá ao trabalho de produzir um vídeo 100% original? Para alguns, não importa a forma como tudo é feito, desde que o resultado seja satisfatório. Para outros, isso poderia ser considerado uma trapaça, mais ou menos na linha do uso de IAs geradoras de imagens para concursos de arte.

Fato é que o QuickVid apenas otimiza o que outras empresas, como a Meta e o Google, já tem desenvolvido nos últimos anos. Várias Big Techs têm sistemas baseados em IA que podem gerar clipes totalmente originais a partir do texto. A diferença da solução de Daniel Habib é que ela consegue fazer tudo com mais propriedade que os rivais, com áudio e recursos mais completos de edição.

E os direitos autorais?

A ferramenta custa US$ 10 por mês (cerca de R$ 55,00) em formato de assinatura. Por enquanto, é possível usar os vídeos em ferramentas de monetização, mas isso pode não durar para sempre, porque o assunto é recente e bastante polêmico.

É difícil saber como o YouTube, o Instagram e o TikTok vão lidar com a moderação de conteúdo gerado por IA. Algum algoritmo poderia identificar um vídeo artificialmente gerado, diferenciando-o de uma criação humana? Os deepfakes já se mostraram um problema para essas empresas — o QuickVid não cria vídeos assim.

Como lidar no caso de vídeos serem muito similares? O direito autoral seria de quem criou primeiro o vídeo ou cada parte teria liberdade de usá-lo livremente? A ferramenta de edição levaria o crédito? Pexels e DALL-E, ferramentas usadas na criação, não poderiam reivindicar sua participação? Essas são algumas das dezenas de perguntas ainda sem respostas quanto ao uso de IAs na criação.

O Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos (USPTO) já negou o pedido de uma história em quadrinhos 100% gerada por inteligência artificial, afinal ela não teria sido criada por um humano. É provável que outros órgãos regulares sigam a mesma premissa quando o assunto se expandir para mais partes do mundo.

Até o momento, o futuro parece ser da democratização na parte de produção de vídeos e artes, mas isso pode não durar. Será que as pessoas dariam tanta atenção para os vídeos se eles forem automatizados por IA? O jeito é aguardar mais um pouco para se ter uma noção mais clara do futuro da criação artística digital.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: