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Quer fazer quadrinhos? Aprenda a criar suas próprias HQs em 5 passos

Claudio Yuge
·6 minuto de leitura

O Dia do Quadrinhos Nacional é celebrado hoje (30), data em que o jornal Vida Fluminense, do Rio de Janeiro, publicou a primeira tirinha de As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, escrita e desenhada pelo italo-brasileiro Ângelo Agostini, em 1869. Desde então, como sabemos, as histórias em quadrinhos evoluíram e suas adaptações hoje dominam os cinemas, com os filmes de super-heróis da Marvel Comics e DC Comics.

Com tanta popularidade, aumentou também o fascínio dos leitores sobre essa linguagem — ao ponto de muitos fãs também se arriscarem nos traços e nos quadros que fazem parte da narrativa. A Wacom, fabricante de mesas digitalizadoras e monitores interativos, aproveitou a celebração da data festiva neste ano para criar cinco passos simples para quem quer começar, a partir de dicas de especialistas no assunto.

“O mais importante para um artista que quer fazer quadrinhos ou webquadrinhos é começar. É normal evoluir com o tempo, mas nada disso vai acontecer se a história não sair do caderno de esboços. Comecei meu quadrinho, They Can Talk (“Eles podem falar”, em tradução livre), em 2015, sem muito plano em mente. Desenhava alguns quadrinhos, postava online e isso rapidamente tomou forma. O que começou como um pequeno projeto paralelo, superou todas as minhas expectativas e se tornou uma saída criativa incrivelmente satisfatória”, explica o artista Jimmy Craig, que publicou um livro a partir de seus quadrinhos online.

Quadro 1: Não! Comida humana, não comida de cachorro.<br>Quadro 2: Tudo o que ouvi foi "comida" duas vezes.<br>(Imagens: Reprodução/Jimmy Craig)
Quadro 1: Não! Comida humana, não comida de cachorro.
Quadro 2: Tudo o que ouvi foi "comida" duas vezes.
(Imagens: Reprodução/Jimmy Craig)

Confira abaixo cinco passos para começar seu próprio quadrinho.

1. Escolha um estilo

Imagem: Reprodução/Pixabay
Imagem: Reprodução/Pixabay

Nem todo mundo consegue desenvolver sua própria identidade nos traços ou na narrativa, mas é importante ter em mente que tipo de traço, esquema de cores ou layout você pretende usar para deixar sua HQ com “a sua cara”. Essa não é uma busca fácil, por isso, é importante manter sempre o estudo, o treino e a pesquisa, que vão facilitar o processo criativo.

A fonte escolhida para o texto também é importante, pois as falas, pensamentos e descrições precisam ser legíveis. Além disso, o estilo da fonte pode complementar a história, agregando o lado cômico ou dramático. E é preciso fazer uma escolha que não entre em conflito com os próprios traços do artista.

Não tem problema se inspirar em outros ilustradores ou apresentar inconsistência nos traços para começar, mas conforme a história começa a ser produzida, é importante buscar pelo próprio estilo.

2. Encontre sua voz

Imagem: Reprodução/Pixabay
Imagem: Reprodução/Pixabay

Muita gente presta mais atenção nos traços do que nos textos. Mas o roteiro é tão importante quanto os desenhos — e a união dos dois é mais ainda. Para começar, vale a pena observar coisas próximas do cotidiano, que possam ser adaptadas a partir de sua visão. Por exemplo, há muitos quadrinhos sobre gatos na web, mas alguns quadrinhistas conseguem destaque por apresentar suas versões dos bichanos, a partir de sua perspectiva e voz única sobre um assunto tão genérico.

Para começar, escolha um tema ou assunto que você possa escrever a longo prazo: seja uma série autobiográfica, algo sobre um personagem fictício ou sobre animais. O importante é que seja algo com o qual você possa se comprometer a escrever com frequência. Os quadrinhos podem evoluir ou mudar com o tempo, mas é importante permanecer consistente, pelo menos na fase inicial de construção do seu trabalho.

A maneira mais fácil de encontrar a própria voz é tirando as ideias da cabeça e colocando no papel. Não deixe nenhuma ideia de lado, sejam elas aparentemente boas ou ruins.

3. Escolha instrumentos/software

Wacom One (Imagem: Reprodução/Wacom)
Wacom One (Imagem: Reprodução/Wacom)

Antigamente, o processo sempre envolveu lápis e papel, seja na fase dos rascunhos ou já na construção das próprias páginas da HQ em si. Mas, com a evolução da ilustração digital, é possível trabalhar com equipamentos que podem facilitar bastante o trabalho, especialmente na fase de arte-final e distribuição do resultado.

A Wacom mesmo possui a mesa digitalizadora da linha Intuos, que usa caneta digital para substituir o mouse e já vem com softwares que ajudam a reproduzir lápis, canetas, pinceis, etc — assim você não precisa apagar com borracha toda hora e já fica com o arquivo digital direto, sem precisar escanear. E o monitor interativo Wacom One, que pode ser usado com Mac, PC e alguns dispositivos Android, também podem ser uma boa para quem está começando.

O Photoshop e o Clip Studio Pro os programas mais indicados, tanto para iniciantes quanto para veteranos. E se você ainda acha cedo para investir em produtos para ilustração digital, reúna mesmo o básico que todo quadrinista tem que ter: lápis, papel, régua, borracha, canetas de nanquim para a arte-final e, claro, muita criatividade.

4. Tenha disciplina e siga um cronograma

Imagem: Reprodução/Pixabay
Imagem: Reprodução/Pixabay

Ter um planejamento e criar uma rotina de trabalho é um ponto crucial para o bom desenvolvimento de projetos em qualquer área — e com quadrinhos não é diferente. Você precisa escolher horários e dias da semana para se concentrar exclusivamente à pesquisa, treino e produção de HQs. É preciso manter essa disciplina, mesmo nos momentos em que dá aquela preguiça, porque é a imersão contínua com a linguagem que vai permitir a você melhorar na construção da narrativa.

Fazer quadrinhos é, na maioria das vezes, um exercício bastante solitário, então, a “tentação” de deixar a produção de lado para conversar em redes sociais ou interagir com outras pessoas é grande. Mas, se você quiser mesmo produzir HQs, é necessário ter um tempo constante dedicado para isso.

5. Compartilhe e ouça

Imagem: Reprodução/Pixabay
Imagem: Reprodução/Pixabay

De que adianta criarmos uma história para apenas deixá-la guardada na gaveta, certo? O passo final, após a conclusão de sua HQ, é distribuí-la, seja impressa ou digital. No primeiro caso, é preciso criar uma rede de contatos para enviar para cada um e participar de eventos presenciais em comic shops e outros tipos de encontros também ajuda. Mas, como sabemos, isso anda difícil com a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

As redes sociais e outros meios digitais são uma boa, mas é importante você experimentar várias opções diferentes para conhecer e encontrar qual é mais adequado para seu formato de publicação; e em que comunidade há melhor resposta sobre o seu trabalho. Uma boa sugestão é focar em duas ou três plataformas principais, além de um site próprio.

Aproveite e compartilhe os quadrinhos com amigos ou família. Faz diferença obter a opinião de outra pessoa ou até mesmo trabalhar com um mentor criativo. E, embora as seções de comentários na Internet possam ser horríveis, vale a pena se aventurar para ver o que as pessoas estão dizendo. Se houver crítica que valha a pena ouvir, é mais provável que isso venha de um estranho do que de seu melhor amigo — mas também é importante saber descartar o que não for agregar ao estilo e a voz que está em desenvolvimento.

Fonte: Canaltech

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