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Quer ajudar a encontrar asteroides ativos? Este astrônomo precisa de voluntários

·3 minuto de leitura

Asteroides ativos são caracterizados por sua órbita parecida com a de um cometa, além de uma cauda que se forma quando este corpo celestial se aproxima do Sol. No entanto, o estudo destes objetos é relativamente novo — desde 1949, apenas 30 deles foram encontrados. Agora, o projeto Active Asteroids busca por voluntários cidadãos que queiram somar nessa busca por esses corpos ainda pouco conhecidos e, com isso, elevar o número de amostras para pesquisas.

Em 2018, Colin Orion Chandler, doutorando em astronomia pela Northern Arizona University (NAU), foi contemplado pelo programa de financiamento da National Science Foundation (NSF). Com isto, Chandler lançou seu ambicioso projeto, o Active Asteroids, com o propósito de envolver voluntários na procura de asteroides ativos pelo Sistema Solar. Graças ao financiamento da NSF, ele conseguiu desenvolver três anos de pesquisa no projeto, que, agora, ganha mais espaço.

Concepção artística de um asteroide ativo (Imagem: Reprodução/NASA)
Concepção artística de um asteroide ativo (Imagem: Reprodução/NASA)

Encontrar asteroides ativos não é nada fácil. Estima-se que, aproximadamente, um em cada 10.000 asteroides tenha essa classificação e, até o momento, apenas 30 deles foram confirmados. Para elevar este número, é necessário que mais observações sejam feitas ao longo dos próximos anos, incluindo áreas do céu que ainda não foram mapeadas com este propósito.

Segundo Chandler, através da ajuda generosa de cientistas cidadãos, espera-se que o número de asteroides ativos conhecidos seja quadruplicado, além de incentivar os estudos dessa população de objetivos do Sistema Solar ainda pouco compreendidos. “Cujo conhecimento é atualmente dificultado devido a um tamanho de amostra muito pequeno", acrescenta.

O estudo desses asteroides ajuda a entender como a água foi entregue à Terra e de onde ela surgiu. Também funciona como um parâmetro pela busca da vida como a conhecemos em outros lugares do Sistema Solar, onde a água também teria chegado. Além disso, informa aos engenheiros de missões espaciais os possíveis recursos como combustível, ar e água, e esforços para mineração destes asteroides em missões de retorno com amostras deles.

Asteroide ativo, nomeado como Objeto 63769096 (Imagem: Reprodução/Sovanacharya/Active Asteroids)
Asteroide ativo, nomeado como Objeto 63769096 (Imagem: Reprodução/Sovanacharya/Active Asteroids)

Mesmo durante os preparativos para o lançamento do projeto, explica Chandler, ele e sua equipe fizeram descobertas importantes, “incluindo a descoberta de um novo objeto ativo e a descoberta de informações sobre vários objetos anteriormente conhecidos”, ressalta o pesquisador. Até agora, eles publicaram três artigos em revistas científicas revisadas por seus pares — e há outro em andamento.

Durante a fase de testes, a equipe percebeu uma “mancha” incomum ao redor de um objeto do grupo Centauro — um grupo de asteroides localizados entre as órbitas de Júpiter e Netuno. Chandler e seus colegas, então, realizaram observações de acompanhamento e descobriram que o objeto realmente estava ativo, mas apenas um entre os 20 Centauros ativos descobertos desde 1949.

O projeto depende de um bom número de voluntários para garantir a rapidez nas classificações, o que pode levar até um ano. Não é necessário qualquer conhecimento em astronomia, pois o projeto oferece um treinamento através da plataforma Zooniverse, onde o Active Asteroids está alojado. "Precisamos examinar 5.000 graus quadrados do céu no hemisfério sul, o que significa que existem mais de 10 milhões de imagens de asteroides para classificar", ressalta Chandler.

Para mais informações sobre o projeto e como se candidatar a trabalho voluntário, basta acessar a página do Active Asteroids.

Fonte: Canaltech

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