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Quem voltou de fato ao trabalho presencial?

·5 minuto de leitura

O momento do grande retorno ao trabalho presencial continua sendo adiado. Nos primeiros dias da pandemia COVID-19, as empresas haviam previsto que voltariam a dar as boas-vindas aos trabalhadores até o final de 2020, mas logo esse prazo foi postergado para o verão de 2021 e depois para o outono de 2021. Agora, o retorno definitivo suscita uma extensa série de pontos de interrogação.

“Muita gente na América do Norte tinha certeza de que depois do Dia do Trabalho todo mundo iria voltar aos escritórios. De que aquela seria a data do retorno ao normal”, diz Sheila Botting, diretora da empresa de serviços imobiliários Avison Young. “Mas nós questionávamos: ‘vocês estão falando sério?’”

Essa tão anunciada volta geral – adivinhem só – não se materializou. Mas Botting aponta que alguns trabalhadores, em alguns lugares, estão de fato voltando. Rastrear onde e como isso está acontecendo, ela argumenta, oferecerá uma compreensão mais embasada de quando a chamada “normalidade” poderá ressurgir.

Neste mês, a Avison Young lançou uma nova ferramenta de visualização que faz justamente esse acompanhamento. Batizada de “Índice de Vitalidade”, a ferramenta compila diariamente dados e cria uma imagem quase em tempo real do tráfego de escritórios em mais de 20 cidades nos Estados Unidos e do Canadá, em mais de 30 setores. A ferramenta, de acesso gratuito a todos, tem como objetivo esclarecer uma situação em constante evolução, além de oferecer dados aos clientes da Avison Young, onde Botting atua como consultor imobiliário, corretor e gestor de investimentos.

“Podemos medir os movimentos de retorno ao trabalho conforme eles evoluem”, diz Craig Leibowitz, diretor executivo de inovação e consultoria de insight da Avison Young, que liderou o desenvolvimento do índice. “Se o ambiente atual nos ensinou alguma coisa, é que esta não é uma situação estática.”

Utilizando o dia 2 de março de 2020 como um parâmetro de como costumava ser um dia normal de trabalho, antes que o COVID-19 alterasse as práticas padrão, o Índice de Vitalidade mostra que as cidades estão vivenciando hoje uma ocupação de escritórios entre 60% e 90% menor do que naquele início de 2020.

Atualmente, Austin (Texas/EUA), Edmonton e Calgary (Alberta/Canadá), apresentam o maior percentual de pessoas retornando aos escritórios: 63% e 67% (respectivamente) em relação à referência de março de 2020. Já em lugares como Silicon Valley, Miami e Ottawa, os escritórios estão com cerca de 90% menos trabalhadores do que antes do início da pandemia. Leibowitz diz que parte desse resultado está relacionado a casos regionais de COVID-19 e a regulamentações governamentais sobre quando é seguro retornar aos locais de trabalho, mas outra parte também está relacionado à própria maneira como as indústrias funcionam. Ele observa que a indústria de alimentos e bebidas requer mais trabalho presencial em comparação com bancos ou empresas de tecnologia, os quais, não por acaso, fizeram com mais facilidade a transição para o trabalho remoto.

Essas diferenças são parte do motivo pelo qual o retorno ao trabalho tem sido tão desigual na América do Norte. “As Nashvilles e os Atlantas do mundo estão na verdade por trás de algumas das economias mais diversificadas, como a de Nova York”, diz Leibowitz.

O trabalho, na verdade, nunca chegou a se tornar totalmente remoto. Embora possa parecer que todo mundo foi forçado a mudar o local e a maneira de trabalhar, nem todo funcionário trabalhava em um escritório, e nem todo trabalho pode ser feito de casa. Em março de 2021, apenas 21% dos trabalhadores americanos estavam trabalhando em home office, e muitos jamais tiveram essa chance.

Para o segmento específico de empregados que trabalham em escritórios, o Índice de Vitalidade fornece uma explicação vívida sobre como as coisas estão caminhando. O índice depende do rastreamento anônimo de telefone celular, agregado pela Orbital Insight, uma empresa de inteligência geoespacial e análise de localização. Com a precisão da geolocalização e acesso a dados de áreas específicas dentro das cidades, a empresa pode rastrear o tráfego de pedestres em edifícios específicos e recolher dados que remontam a junho de 2019.

“O Big Data está em todo lugar. Se você tem um telefone celular ou usa um computador, sorria: você está sendo rastreado”, diz Leibowitz. A coleta de dados e a especificidade, diz ele, “não são muito diferentes do uso de crachás, em termos de potencial invasão”.

Os dados têm amplas implicações, não apenas porque oferecem outra maneira de ver o quanto a pandemia atingiu a economia. Botting diz que espera que o Índice de Vitalidade também seja útil para os proprietários de edifícios, para as empresas que ocupam esses edifícios, para os funcionários, para as agências de transporte público e para os empresários do comércio, que tentam descobrir quando seus clientes estarão de volta ao café, lanchonete e ao hábito do happy hour. “Quando os resultados são monitorados, todos são capazes de usar os dados para tomar decisões significativas e informadas”, diz ela.

E quem pode considerar esses dados especialmente úteis são aqueles que ainda alugam espaços e salas de escritório, enquanto tentam descobrir se devem ou não continuar pagando pelo ponto. “Do ponto de vista do ocupante do imóvel, você pode replanejar seus contratos de locação, pode reduzir o número de endereços fixos, pode adotar um modelo alternativo, como o hub-and-spoke (em que apenas uma sede principal serve como referência para pequenos escritórios locais). Enfim, você pode fazer muitas coisas diferentes”, diz Botting. “Se estou trabalhando para um cliente de serviços financeiros e vejo que eles têm 1.524.000 metros quadrados em uma cidade, e se eu sei que parte de seus funcionários pode adotar um estilo de trabalho híbrido, podemos facilmente reduzir essa área disponível para uso.”

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