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Quem são os 17 nomes que formavam 'gabinete da rachadinha' de Flávio Bolsonaro

João de Mari
·4 minuto de leitura
En esta imagen de archivo, tomada el 30 de octubre de 2018, el senador Flavio Bolsonaro, hijo del presidente electo de Brasil, Jair Bolsonaro, tras una reunión con su padre y con miembros de su equipo para discutir la transición presidencial, en Río de Janeiro, Brasil. Según las autoridades reguladoras, Flavio recibió 48 pagos sospechosos por un total de aproximadamente 25.000 dólares en un solo mes de parte de su ex conductor Fabricio Queiroz, quien también realizó un pago a la primera dama Michelle Bolsonaro de aproximadamente 5.500 dólares. Todos los involucrados niegan cualquier delito. Una investigación está en curso. (AP Foto/Leo Correa, archivo)
Figuram na lista de funcionários que, segundo o MP, repassavam parte do salário: policiais militares e civil, milicianos e parentes de milicianos, além de familiares do senador (Foto: AP Foto/Leo Correa, archivo)

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz, preso em junho, são nomes conhecidos no esquema de devolução de parte dos salários — que chegou a ser de mais de 90%, segundo uma ex-assessora — de funcionários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). No entanto, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) denunciou mais 15 pessoas acusadas de participarem dos pagamentos e integrarem o esquema ilegal no “gabinete da rachadinha”.

A denúncia foi protocolado no dia 19 de outubro por uma pasta do órgão, mas a informação só foi tornada pública na madrugada desta quarta-feira (4). No documento de cerca de 300 páginas, Flávio é apontado como líder da organização criminosa, e Queiroz, como o operador do esquema de corrupção que funcionava no gabinete do senador, de acordo com o Globo.

Entre os nomes apontados pelo MP-RJ estão a esposa do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, que era sócia na loja de chocolates que seria usada para lavagem de dinheiro — de acordo com o MP, o casal omitiu R$ 350 mil investidos na loja — e o chefe de gabinete dele, Miguel Ângelo Braga Grillo.

Esses ex-assessores citados depositaram ao longo dos 11 anos R$ 2,06 milhões na conta bancária de Queiroz (69% do valor em dinheiro vivo). Além disso, sacaram R$ 2,9 milhões em espécie ao longo desse período.

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Também figuram na lista de funcionários que, segundo o MP, repassavam parte do salário: policiais militares e civil, milicianos e parentes de milicianos, além de familiares do senador. Confira os nomes, com informações do jornal O Globo.

Márcia Aguiar

Atual mulher de Queiroz, foi presa preventivamente em julho. Foi funcionária por dez anos, até 2017. Repassou mais de R$ 445 mil ao marido.

Nathália Queiroz

Personal trainer e filha de Queiroz, ficou nomeada no gabinete de Flávio de 2007 a 2016, e depois foi funcionária de Jair Bolsonaro na Câmara. Repassou R$ 633,4 mil para o pai, cerca de 80% dos salários.

Evelyn Melo de Queiroz

Filha de Queiroz, esteve nomeada no gabinete de Flávio entre 2016 e janeiro de 2019. Repassou R$ 127,7 mil para o pai.

Agostinho Moraes da Silva

Subtenente da Polícia Militar, foi nomeado em 2012 e repassou R$ 156,6 mil a Queiroz, alegando que seria um investimento em compra e venda de carros.

Jorge Luís de Souza

Policial civil, ficou nomeado no gabinete de Flávio entre 2016 e 2018. Repassou R$ 128,3 mil a Queiroz, e depositou outros R$ 90 mil na conta da própria mãe.

Sheila Coelho de Vasconcelos

Tia de Nathália e Evelyn Queiroz, esteve nomeada no gabinete entre 2009 e 2016. Repassou R$ 114,8 mil a Queiroz.

Márcia Cristina N. dos Santos

Ficou nomeada no gabinete de Flávio entre março de 2015 e janeiro de 2019. Repassou R$ 68,3 mil para Queiroz.

Wellington Sérvulo Romano da Silva

Tenente-coronel da PM, foi funcionário de abril de 2015 a setembro de 2016. Neste período, passou 248 dias em Portugal. Repassou R$ 3,2 mil a Queiroz.

Flávia Regina Thompson Silva

Ficou nomeada no gabinete de Flávio de dezembro de 2005 até fevereiro de 2019, com salário médio de R$ 7,6 mil, corrigidos pela inflação.

Luiza Sousa Paes

Em depoimento, admitiu que repassava a maior parte do salário na Alerj a Queiroz, em transferências que somaram cerca de R$ 160 mil entre 2011 e 2017.

Danielle Nóbrega

Ex-mulher do miliciano Adriano da Nóbrega, repassou mais de R$ 150 mil para Queiroz. Ficou nomeada no gabinete de Flávio de setembro de 2007 a novembro de 2018.

Raimunda Veras Magalhães

Mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, repassou mais de R$ 52 mil para Queiroz. Ficou nomeada entre maio de 2016 e novembro de 2018. Nunca teve crachá na Alerj.

Na denúncia do MP, há ainda o nome de Glenn Dillard. Segundo o órgão, ele é apontado como responsável por vender dois apartamentos a Flávio e Fernanda, com pagamento de R$ 310 mil em cheque e, no mesmo dia, fez um depósito de R$ 638 mil em dinheiro vivo, o que o MP considera um pagamento "por fora". Dois anos depois, Flávio teve lucro de R$ 800 mil ao revender os imóveis.

Após ser denunciado, o senador afirmou por meio de seus advogados que a denúncia "já era esperada, mas não se sustenta" e que a acusação "não passa de uma crônica macabra e mal engendrada".