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Quem já teve COVID-19 pode tomar só uma dose da vacina?

Nathan Vieira
·3 minuto de leitura

As vacinas contra a COVID-19 em vigor atualmente envolvem duas doses, e já vimos alguns casos de pessoas que tomaram apenas a primeira dose e foram infectadas. No entanto, uma questão vem à tona: as pessoas que já tiveram uma infecção por SARS-CoV-2 devem receber uma ou duas doses da vacina? Um estudo publicado no MedRxiv tenta responder isso.

Segundo a análise, pacientes previamente infectados com COVID-19 que receberam sua primeira dose de vacina mostraram o tipo de resposta imune robusta que as pessoas geralmente tendem a ter após sua segunda dose. "Pessoas que já tiveram COVID-19 antes produzem anticorpos muito rapidamente, em níveis muito mais elevados do que aqueles que não tiveram experiência com o vírus", observou a autora do estudo, Dra. Viviana Simon, professora de microbiologia e doenças infecciosas da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, de Nova York.

"Isso nos levou à conclusão de que uma segunda dose da vacina não deveria ser necessária em indivíduos que foram previamente infectados. Isso economizaria doses de vacina e também limitaria o desconforto experimentado pelas pessoas após a vacinação", acrescentou a pesquisadora.

No entanto, o estudo ainda precisa ser revisados ​​por pares, e é claro que mais estudos são necessários para compreender se uma única dose de vacina seria realmente suficiente em pessoas que já tiveram a doença.

Estudo da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, de Nova York aponta que pessoas que já tiveram a COVID-19 podem tomar só uma dose (Imagem: Artem Podrez / Pexels)
Estudo da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, de Nova York aponta que pessoas que já tiveram a COVID-19 podem tomar só uma dose (Imagem: Artem Podrez / Pexels)

Os pesquisadores acompanharam profissionais de saúde que pegaram a COVID-19, para ver quanto tempo vai durar uma resposta natural de anticorpos ao vírus. Os resultados do estudo apontaram que a resposta de anticorpos em 41 pessoas com imunidade preexistente foi igual ou ultrapassou 68 outras que nunca tiveram COVID-19.

A forte resposta ocorreu mesmo em pessoas que não apresentaram sintomas ou tinham níveis mais baixos de anticorpos antes de receber a primeira dose. "Isso faz sentido se pensarmos na infecção natural como sendo o principal, como a primeira dose, e então a vacina é como o reforço", observaram os pesquisadores.

"Mostramos que a resposta de anticorpos à primeira dose da vacina em indivíduos com imunidade pré-existente é igual ou até mesmo ultrapassa a de indivíduos (que não foram infectados) após a segunda dose. Também mostramos que a reatogenicidade é significativamente maior em indivíduos que foram infectados com SARS-CoV-2 no passado. Mudar a política para dar a esses indivíduos apenas uma dose da vacina não teria um impacto negativo, e liberaria muitas doses necessárias com urgência", apontou o estudo em questão.

Uma conclusão semelhante

Um outro estudo, feito pela University of Maryland, recentemente chegou a resultados bem parecidos: 33 pessoas previamente infectadas responderam mais fortemente à primeira dose do que 26 outras que nunca foram infectadas.

O estudo da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, de Nova York, não é o único a apontar a necessidade de apenas uma dose da vacina (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)
O estudo da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, de Nova York, não é o único a apontar a necessidade de apenas uma dose da vacina (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)

"Em tempos de escassez de vacinas, e até que correlatos de proteção sejam identificados, nossos achados sugerem preliminarmente a seguinte estratégia como mais baseada em evidências: uma única dose de vacina para pacientes que já tiveram COVID-19 confirmada em laboratório; os pacientes que tiveram COVID-19 confirmada por laboratório podem ser colocados em posição inferior na lista de vacinação prioritária", apontou o estudo.

Entretanto, os especialistas ainda se encontram hesitantes em adotar a estratégia de dose única porque os níveis mais altos de anticorpos nem sempre protegem as pessoas contra doenças graves.

Fonte: Canaltech

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