Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.651,10
    +122,13 (+0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,91
    -0,76 (-1,21%)
     
  • OURO

    1.794,90
    +16,50 (+0,93%)
     
  • BTC-USD

    55.955,45
    +508,46 (+0,92%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.289,18
    +26,22 (+2,08%)
     
  • S&P500

    4.157,70
    +22,76 (+0,55%)
     
  • DOW JONES

    34.007,48
    +186,18 (+0,55%)
     
  • FTSE

    6.905,42
    +45,55 (+0,66%)
     
  • HANG SENG

    28.621,92
    -513,81 (-1,76%)
     
  • NIKKEI

    28.508,55
    -591,83 (-2,03%)
     
  • NASDAQ

    13.851,50
    +57,25 (+0,42%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7022
    -0,0003 (-0,00%)
     

Quem estiver comprando coisas da Petrobras é melhor ter medo, diz Lula

Leonardo Benassatto e Lisandra Paraguassu
·2 minuto de leitura
Marca da Petrobras é vista em posto no Rio de Janeiro

Por Leonardo Benassatto e Lisandra Paraguassu

SÃO BERNARDO DO CAMPO/BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou nesta quarta-feira que as empresas que estão "comprando coisas da Petrobras" deveriam ficar com medo, porque muito pode ser mudado caso o PT volte ao governo.

Ao ser questionado sobre a reação do mercado à possibilidade de que agora, livre de condenações em segunda instância, ele possa ser candidato à Presidência em 2022, Lula lembrou que o mercado conviveu com ele durante 8 anos no governo e mais seis anos da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, durante todo esse período o país tinha previsibilidade e credibilidade.

"O que o mercado quer? Quer ganhar dinheiro com investimento em coisas produtivas? Tem que gostar de mim. Agora, se o mercado quiser ver às minhas custas vendendo patrimônio nacional tem que ter medo de mim sim", disse. "Quem tiver comprado coisas da Petrobras é melhor ter medo mesmo porque podemos mudar muita coisa."

Lula defendeu ainda as empresas estatais e se disse contrário a privatizações, além de criticar a independência do Banco Central, aprovada no mês passado pelo Congresso. "É melhor o BC estar na mão do governo do que estar na mão do mercado", afirmou.

Ao mesmo tempo, o ex-presidente fez acenos ao centro e ao próprio mercado. Afirmou que tem diferenças com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas que sempre esteve disposto a conversar e não vê razões para terem medo dele.

"Não tenham medo de mim. Eu sou radical porque quero ir à raiz dos problemas", disse, completando: "Eu era chamado de conciliador quando governava."

Lula desdenhou, ainda, do chamado "risco de polarização" apontado pelo mercado como um dos problemas de um eventual cenário Lula x Bolsonaro nas eleições de 2022.

"O PT polariza desde 1989. Isso significa que o PT é muito grande, não pode deixar de polarizar", disse o ex-presidente, lembrando que o partido esteve em primeiro ou segundo lugar em todas as eleições desde 1989.

Segundo Lula, o que não pode acontecer é casos como o que chamou de "erro do PSDB", que resistiu a reconhecer o resultado das eleições de 2014. "Aquilo deu em Bolsonaro", afirmou.

Na segunda-feira, depois que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as condenações impostas a Lula no âmbito da Lava Jato, o Ibovespa fechou em forte queda e o dólar teve alta ante a perspectiva do petista disputar a eleição de 2022.