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Quem é o possível substituto de Weintraub como Ministro da Educação

O secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, é cotado para assumir interinamente o cargo de ministro da Educação. (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro estuda a possibilidade de indicar um ministro interino para o Ministério da Educação, no lugar de Abraham Weintraub, que deixou hoje a chefia da pasta. Uma das opções mais prováveis, segundo aliados, é a nomeação do secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, para o cargo.

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Assim como Weintraub, Nadalim é seguidor do guru bolsonarista Olavo de Carvalho. Portanto, a solução atenderia ao desejo da ala ideológica do governo. Formado em Direito, Nadalim é defensor da educação domiciliar e tornou-se ícone conservador por manter um blog em que dá orientações a quem prefere educar os filhos em casa.

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Weintraub anunciou sua saída, nesta quinta-feira (18), em um vídeo publicado em redes sociais, em que aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O ministro não comentou os motivos para sua demissão, mas confirmou que irá assumir um cargo no Banco Mundial.

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Parlamentares do Centrão, no entanto, discutem a indicar um nome para o cargo. O PP já comanda o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tem um orçamento de R$ 54 bilhões para este ano, além de ter uma diretoria. O PL , por outro lado, indicou um diretor do órgão. Hoje o fundo tem grande preponderância no orçamento da pasta e até na formulação de políticas públicas.

Portanto, se o Centrão conseguir o ministério, a expectativa é de que vá para PP, PL ou Republicanos.

No entanto, a perspectiva é de que a orientação da ala ideológica sob a pasta continue, mesmo com a saída de Weintraub. Por isso, parlamentares estudam se vale a pena se envolver nessa briga.

O senador Esperidião Mim (PP-SC) declarou que Bolsonaro deve estar consultando o “fichário” da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em referência às indicações de militares pelo presidente, e verificando a “cola na mão esquerda” ao analisar nomes de possíveis ex-colegas.

“Botava esses vagabundos na cadeia”

A demissão de Weintraub faz parte de uma trégua que está sendo construída por interlocutores de Jair Bolsonaro com os demais poderes. Em vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, o ministro da Educação chama os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”.

“Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando pelo STF”, disse no encontro.

No fim de semana, a pressão aumentou, quando ele foi a uma manifestação de bolsonaristas em Brasília e disse que já havia manifestado a opinião do que fazer com os “bandidos”.

Weintraub é investigado no inquérito das fake news pelas declarações na reunião ministerial de 22 de abril.


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