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‘Quem dera fosse só tirar uma cabeça para desmontar tudo’, diz Castro sobre milícia de Ecko

·3 minuto de leitura

Durante a apresentação de um novo programa de segurança pública no estado, o Bairro Seguro, em evento no Quartel General da Polícia Militar, o governador Cláudio Castro comentou, na manhã desta segunda-feira, sobre os próximos passos das investigações contra a narcomilícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, paramilitar mais procurado do Rio de Janeiro que acabou morto durante uma operação para prendê-lo no último sábado (12), em Paciência, na Zona Oeste. Sobre matéria publicada pelo EXTRA nesta segunda-feira, que mostra que dados de apreensões da Polícia Civil entre 2015 e 2019 apontam para pelo menos 15 lotes de munição pertencentes à PM apreendidos com os milicianos, o governador disse que há um trabalho de inteligência para chegar a policiais possivelmente aliados à quadrilha.

– Isso já está em investigação. Essa e outras investigações estão seguindo o curso natural, e, com certeza, nós vamos pegar em breve quem fez isso e dar a punição necessária – comentou Castro.

Questionado se a morte de Ecko seria suficiente para uma diminuição nos crimes cometidos pela quadrilha – em termos de território, a maior do RJ –, o governador descartou essa possibilidade, e disse que “ainda não foi o fim dessa luta”. Segundo Castro, a polícia desarticulou mais de R$ 1,5 bilhão da quadrilha desde outubro do ano passado.

– Com certeza não é suficiente. A força-tarefa que vem desde outubro trabalhando nisso já prendeu quase 700 milicianos Já bloqueamos entre dinheiro e bens mais de R$ 1,5 bilhão desta milícia, de pessoas físicas e jurídicas, e a investigação continua. Tem muito trabalho a ser feito ainda. Quem dera fosse só tirar uma cabeça para desmontar tudo. Na prática, a gente sabe que não é bem assim que funciona. Foi um marco importante, mas não foi, com certeza, o fim dessa luta que nós temos – acrescentou.

Sobre uma possível sucessão de poder no comando da milícia – ou até uma disputa por ela, como já começam a surgir relatos de moradores –, o governador disse que essa é uma preocupação que já existe desde sábado, quando Ecko morreu, e garantiu que é um assunto que tem tido destaque nas reuniões com a Segurança Pública.

– Eu já determinei desde sábado à Polícia Civil que já comece a investigar sobre sucessão (no comando da milícia) e que a PM também fique com olhos atentos para que não tenha guerra nos locais e a gente possa controlar essa questão da criminalidade. É algo que já nos preocupamos desde sábado. Temos reunião hoje à tarde para falar sobre segurança pública, e, com certeza, é uma questão que nós temos. Continuaremos agora com policiamento ostensivo, investigação, tudo que nós estamos defendendo – concluiu.

Por fim, Castro respondeu sobre o fato de, entre os 28 bairros contemplados pelo novo programa Bairro Seguro, estarem localidades como Campo Grande e Bangu, reconhecidamente dominadas pela facção de Ecko.

– Não teve a ver com o acontecido no último sábado, mas com certeza a questão da mancha criminal que mostra onde a gente mais precisava defender pesou na decisão da secretaria de Polícia Militar. A decisão partiu 100% da secretaria. Nem governador nem nenhum político se meteu nisso. Foi decisão técnica do secretário (coronel Rogério) Figueredo e de sua equipe técnica junto com o Instituto de Segurança Pública (ISP). E não tenho dúvida que todo mundo sabe que essas áreas já precisavam de um reforço na segurança. Isso pesou, com certeza.

Também presente na cerimônia, o secretário de Polícia Civil, Alan Turnowski, não se pronunciou sobre as investigações acerca da quadrilha.

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