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Quem é Namor, novo "vilão" de Pantera Negra 2

O vindouro Pantera Negra: Wakanda Para Sempre chega aos cinemas só em novembro, mas as primeiras informações sobre o longa já mostram que devemos ter a participação de um personagem bastante significativo na história da Marvel. Afinal, ao que tudo indica, ele terá Namor como um de seus principais personagens. E, para além da polêmica acerca do seu visual, há um peso enorme na estreia do Príncipe Submarino nas telas.

Isso porque estamos falando do primeiro herói da Marvel, quando a editora se chamava ainda Timely Comics. E embora ele nunca tenha alcançado a fama e relevância que nomes que vieram depois — tampouco de seu primo da Distinta Concorrência —, ele é um dos poucos personagens dessa Era de Ouro da Casa das Ideias a ainda permanecer por aí e rendendo boas histórias.

E parte dessa força está justamente no seu jeito bastante peculiar que ora o transforma em um herói, ora em um inimigo a ser enfrentado pelos Vingadores ou pelo Quarteto Fantástico. E é um pouco dessa dubiedade que veremos em Wakanda para Sempre.

O Príncipe Submarino é uma personagem bem importante na história da Marvel e que só agora chega ao MCU (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
O Príncipe Submarino é uma personagem bem importante na história da Marvel e que só agora chega ao MCU (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

A Marvel antes da Marvel

A Marvel enquanto editora que conhecemos hoje surgiu apenas em 1961, mas já publicava seus quadrinhos bem antes disso com outros nomes. No final da década de 1930, a então chamada Timely Comics decidiu pegar carona no sucesso de Superman e Batman e lançou sua própria revista em quadrinhos com super-heróis.

E foi na primeira história de Motion Pictures Funnies Weekly #1 que conhecemos a história do Príncipe Submarino. E a origem de Namor é bastante familiar, mostrando o personagem como o herdeiro do trono de Atlântida e sendo filho de uma nobre atlante com um humano por quem ela tinha se apaixonado anos atrás.

A primeira aparição de Namor é antes mesmo da Marvel existir enquanto editora (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
A primeira aparição de Namor é antes mesmo da Marvel existir enquanto editora (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

A história é bem parecida com aquela que nos acostumamos a ver com o Aquaman, é verdade. Só que isso não quer dizer que o herói da Marvel seja uma cópia da sua contraparte da DC. Na verdade, Namor surgiu antes do herói da Liga da Justiça. Enquanto o Príncipe Submarino estreou em 1939, a DC só trouxe o herói que falava com peixes dois anos depois, em 1941.

Ainda assim, não há como dissociar as duas figuras, que são realmente bem parecidas em termos de origem e também de poderes. Ambos protegem Atlântida das investidas da superfície, volta e meia se revoltam com os humanos e tomam posturas beligerantes, são extremamente poderosos embaixo d'água e conseguem falar telepaticamente com peixes. Contudo, as semelhanças param por aí, já que a Marvel adotou uma postura bastante peculiar para seu herói subaquático.

Construindo o herói

Depois dessa primeira aparição, a Timely tratou de desenvolver mais o universo em torno de Namor e de seus outros heróis. E, como boa parte dos personagens da Era de Ouro, ele também foi à Segunda Guerra Mundial.

Nas primeiras histórias do personagem, o Príncipe Submarino era alguém que lutava contra a humanidade como uma forma de se vingar das atrocidades feitas contra seu povo. Contudo, em 1941, ele ganhou uma revista própria em que os roteiros já passaram a se engajar bem mais na temática da guerra. Assim, os inimigos passaram a ser nazistas e japoneses — em representações bastante racistas, como era comum na época.

Como boa parte dos heróis da Era de Ouro, Namor lutou na guerra contra os nazistas (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Como boa parte dos heróis da Era de Ouro, Namor lutou na guerra contra os nazistas (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Por causa disso, mais tarde, a Marvel decidiu fazer um retcon e dizer que Namor lutou com outros heróis, incluindo o Capitão América, contra o Eixo. E embora o encontro desses personagens só tenha acontecido de fato depois da guerra, em 1946, o cânone da editora estabeleceu que eles combatem o mal desde meados de 1941.

Inclusive, teria sido nesse período que eles formaram os Invasores, o primeiro supergrupo do universo Marvel. Ao lado do Tocha-Humano original, eles enfrentam tanto nazistas quanto soldados japoneses e ajudaram a pôr um fim ao conflito, sendo também os primeiros heróis em ação — o que viria a inspirar toda aquela leva de vigilantes que viram décadas depois.

A partir disso, Namor ficou um tanto quanto deslocado dentro das histórias, já que outros nomes passaram a ser mais populares nos quadrinhos. Assim, ele perdeu o protagonismo que um dia teve nos anos 1940 e se tornou um coadjuvante, principalmente nas histórias do Quarteto Fantástico.

E isso não foi demérito algum. Na verdade, serviu justamente para ajudar a moldar sua personalidade e construir o Namor que conhecemos hoje. Isso porque a agora Marvel Comics passou a aproveitar essa origem conturbada do personagem como um atlante filho de um relacionamento conflituoso com humano para definir seu temperamento.

Uma das principais críticas feitas à Marvel é como o Namor volta e meia adota um visual quase racista quando adota traços orientais ao personagem (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Uma das principais críticas feitas à Marvel é como o Namor volta e meia adota um visual quase racista quando adota traços orientais ao personagem (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Assim, ao invés de ser o herói bom moço que tanto nos acostumamos a ver nas HQs — e que o próprio Aquaman se tornara —, o Príncipe Submarino virou alguém bem difícil de lidar. Explosivo e sem paciência para lidar com as questões humanas, ele passou a ser retratado alguém que muitas vezes considerava o povo da superfície como inferiores, o que também ajudou a torná-lo alguém bem ambíguo. Nem amigo, nem inimigo: a posição de Namor dentro do universo Marvel passou a depender muito das circunstâncias, o que o deixou muito mais interessante.

Além disso, a Marvel também reviu alguns outros pontos de sua origem e decidiu que, no fim das contas, ele também era um mutante! É confuso e faz parte daqueles retcons controversos, mas foi a saída encontrada pela editora para justificar os poderes de Namor, que iam bem além do que outros atlantes eram capazes de fazer.

O talarico da Marvel

Apesar de ser mais antigo do que a própria Marvel, a trajetória de Namor nos quadrinhos está diretamente ligada ao grupo que deu origem à editora como conhecemos: o Quarteto Fantástico. O Príncipe Submarino tem uma ligação bem profunda com o grupo e é responsável por alguns dos vai-e-vens da superfamília.

Nesse meio tempo entre a guerra e sua aparição nas histórias do Quarteto, foi estabelecido que Namor perdeu sua memória e passou a viver pelas ruas sem saber quem realmente era — até que um dia é salvo por Johnny Storm, o Tocha-Humano. Ao se lembrar de sua história, tenta voltar para Atlântida, mas vê que parte de seu antigo reino foi destruído em testes nucleares humanos e jura vingança contra o povo da superfície.

Namor é o típico personagem que chega no Edifício Baxter com "Oi, casada" (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Namor é o típico personagem que chega no Edifício Baxter com "Oi, casada" (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Esse é o primeiro encontro do personagem com o Quarteto, mas certamente não o último. Até porque, em meio a essa primeira luta, ele cai de amores por Sue Storm, a Mulher Invisível, e isso se torna uma peça fundamental nas histórias de todos esses personagens.

Ao longo dos anos, Namor não teve pudores de investir contra a mulher de Reed Richards — e algumas com sucesso. Provando que o seu maior poder é mesmo a talaricagem, ele já forçou a separação do casal fantástico algumas vezes e até levou Sue para Atlântida outras tantas. É a comprovação de que um visual ridículo não é nada para quem tem muito charme.

Pena que isso não deve rolar no MCU (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Pena que isso não deve rolar no MCU (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Isso sem falar nas vezes em que se juntou ao Doutor Destino para derrotar o Quarteto justamente para conquistar a heroína.

Um homem de muitos grupos

Assim como praticamente todo mundo na Marvel, Namor fez parte de várias equipes ao longo dos anos. Além dos Invasores durante a Segunda Guerra Mundial, ele também fez parte dos X-Men durante um tempo e é um dos membros originais dos Defensores, ao lado do Hulk e do Doutor Estranho.

Contudo, a participação mais marcante do Príncipe Submarino em uma equipe da Marvel é justamente entre os Illuminatis. Em 2005, a Marvel criou essa ideia de que um grupo de super-heróis comandava o rumo que o mundo tomava e reunia os mais brilhantes e influentes personagens. Assim, junto com o Senhor Fantástico, Homem de Ferro, Doutor Estranho, Raio Negro, Professor Xavier e Pantera Negra, Namor era um dos membros dessa equipe que era mais política do que heróica.

Namor fez parte da formação original dos Illuminati (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Namor fez parte da formação original dos Illuminati (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

A ideia era justamente para que ele defendesse os interesses dos atlantes em meio às discussões do grupo. O problema é que o jeito arrogante de Namor se tornou o principal ponto de atrito com os demais membros — o que ajudou a construir a rivalidade com o Pantera Negra que o MCU deve explorar em Wakanda para Sempre.

Tempos depois, já durante a saga Reinado Sombrio, o Príncipe Submarino se aliou com a Cabala, a versão maligna dos Illuminati, e passou a interagir com vilões como Doutor Destino, Norman Osborn, Loki, Capuz e Emma Frost.

É nessa fase que ele passa a rivalizar ainda mais contra Wakanda. Ele já usou o exército atlante pelo menos duas vezes para atacar o país do Pantera Negra e chegou a inundar o local. Em outro ataque, foi o responsável pela morte de Shuri.

O que esperar de Namor no MCU

A presença de Namor em Pantera Negra: Wakanda para Sempre e as imagens divulgadas até agora sugerem algumas mudanças em sua origem e relações que podem ser bem interessantes em vários aspectos.

Primeiro, há uma mudança na etnia do personagem para tirar um pouco da carga racista que ele sempre carregou — por muito tempo, havia um questionamento se ele não era um estereótipo oriental, com as sobrancelhas arqueadas e olhos puxados — e o insere em um contexto que faz mais sentido para o que Pantera Negra apresenta.

Nos quadrinhos, Atlântida é apresentada originalmente próxima à Antártida. Contudo, no MCU, a lendária cidade deve ser deslocada para um lugar próximo à América Central, já que as primeiras imagens trazem Namor interpretado pelo ator mexicano Tenoch Huerta e com adereços que remetem à cultura asteca.

É uma mudança que o distancia bastante do que os quadrinhos construíram, mas que funciona bem para mostrar Atlântida como esse reino rival de Wakanda, algo que os quadrinhos se empenharam recentemente em desenvolver. Assim, enquanto o país africano sintetiza várias manifestações culturais do continente, Atlântida deve fazer isso com os povos mesoamericanos. Isso sem falar que é um bom pretexto para justificar o rancor do Príncipe Submarino pela superfície.

Nos quadrinhos, Namor já atacou Wakanda mais de uma vez (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Nos quadrinhos, Namor já atacou Wakanda mais de uma vez (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Ao mesmo tempo, embora a gente veja muito dessa tensão de Namor com Wakanda, isso dificilmente significa que ele vai ser o vilão propriamente dito. As artes conceituais do longa mostram que devemos ter outros personagem assumindo esse papel: Attuma, um dos inimigos clássicos de Namor. Assim, é bem provável que vejamos o Príncipa Submarino surgindo como essa ameaça para o Pantera Negra e, depois de saírem no soco, vão ter que aliar forças para enfrentar o verdadeiro inimigo.

Em compensação, o fato de ele só aparecer no MCU agora deve fazer com que toda essa carga histórica do personagem se perca. Seu envolvimento na Segunda Guerra e todo o peso de ser um dos primeiros heróis da Marvel será atenuado por causa dessa estreia tardia, o que certamente vai fazer muita gente vê-lo como uma cópia do Aquaman.

Além disso, a própria relação com o Quarteto Fantástico é uma incógnita. Sabemos que o filme da superfamília vem aí, mas dificilmente veremos a paixão de Namor por uma casada ser explorada nas telas. Até porque é incerto se o personagem vai permanecer no MCu para além de Wakanda para Sempre ou se a sua participação vai se limitar por aí.

Pantera Negra: Wakanda para Sempre estreia no dia 10 de novembro de 2022.

Fonte: Canaltech

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