Queda na produção industrial é a maior desde 2009

A queda de 2,7% da produção industrial no fechamento do ano passado foi a maior registrada desde 2009, quando a atividade recuou 7,4%, sob influência da crise econômica mundial. A produção industrial foi melhor no segundo semestre de 2012 do que no primeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. A queda da produção no período de janeiro a junho foi de 3,8%. No segundo semestre, a produção caiu 1,6%. Ambos os resultados referem-se a iguais períodos do ano anterior.

O instituto informou que, em 2012, a queda da produção industrial foi generalizada. Todas as categorias de uso, 17 dos 27 ramos, 50 dos 76 subsetores e 59,5% dos 755 produtos investigados registraram resultados negativos. A maior influência negativa partiu dos veículos automotores (-13,5%), com destaque para a redução na fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, chassis com motor para caminhões e ônibus, motores diesel para caminhões e ônibus, autopeças e veículos para transporte de mercadorias.

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Já entre as dez atividades que avançaram no ano, a principal influência sobre o total da indústria ficou com refino de petróleo e produção de álcool (4,1%), outros produtos químicos (3,4%) e outros equipamentos de transporte (8,5%), impulsionados principalmente pela maior fabricação de gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis no primeiro ramo, herbicidas para uso na agricultura no segundo e aviões no último.

Entre as categorias de uso, o IBGE ressaltou que 2012 foi marcado por um dinamismo menor de bens de capital (-11,8%) e dos bens de consumo duráveis (-3,4%), por causa da retração na produção de bens de capital para transporte, bens de capital de uso misto e bens de capital para construção, no primeiro segmento. No caso de duráveis, os destaques negativos foram telefones celulares, motocicletas, fornos de micro-ondas, relógios, televisores, ventiladores, aparelhos de ar-condicionado e automóveis.

A produção de bens intermediários recuou 1,7%, demonstrando uma queda menos intensa do que a média da indústria, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) obteve resultado negativo mais moderado, assinalou o IBGE.

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