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Queda na oferta de imóveis preocupa indústria da construção

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 28.04.2020 - Obras de fundação para a construção de prédio residencial de 28 andares no bairro da Freguesia do Ó, em SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 28.04.2020 - Obras de fundação para a construção de prédio residencial de 28 andares no bairro da Freguesia do Ó, em SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após registrar queda de quase 60% no início do ano, os lançamentos de imóveis subiram mais de 50% no último trimestre em relação ao período anterior, segundo levantamento que a CBIC (associação da indústria da construção) vai divulgar nesta segunda (23).

Mas o setor segue preocupado com a oferta de imóveis.

“Continuamos vendendo mais do que lançamos, e o estoque está reduzindo demais”, diz o presidente da CBIC, José Carlos Martins. Ele descarta a possibilidade de faltar estoque, mas diz que o risco de ter poucos imóveis à disposição é grande.

Pelos cálculos da entidade, se a média de vendas dos últimos 12 meses se mantivesse e nenhuma nova unidade fosse lançada, a oferta levaria oito meses para se esgotar.

No segundo trimestre, as vendas subiram 7% ante o período anterior.

A oferta final —formada pelas unidades que estão disponíveis para venda, em lançamento, construção ou prontas— caiu 2,3% na mesma base de comparação.

Os empresários do ramo imobiliário continuam reclamando do alto preço dos insumos, como o cimento e o aço, que afeta o setor há mais de um ano.

A pressão sobre os preços também preocupa porque pode afetar a capacidade de compra das pessoas, segundo Martins.

O levantamento mostra que o valor dos imóveis, descontado o INCC (Índice Nacional da Construção Civil), aumentou quase 8% nos últimos três meses.

Os lançamentos para a faixa de mercado de maior renda, capaz de absorver a pressão nos preços, seguem avançando. Mas a participação do programa Casa Verde e Amarela no total de imóveis lançados e vendidos caiu no segundo trimestre em relação ao primeiro.

No mês passado, a CBIC voltou a apostar no crescimento de 4% no PIB do setor para 2021 após baixar a projeção para 2,5% em abril.

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