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Queda na demanda e alta de custos frearam investimentos da indústria em 2020, diz pesquisa

DIEGO GARCIA
·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHPRESS) - A quantidade de grandes empresas que investiram em 2020 foi menor do que em 2019, caindo de 74% para 69%, segundo pior registro da série histórica da pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), iniciada em 2009. As principais razões para o freio nos investimentos foram uma reavaliação da demanda esperada, dada a pandemia, e a alta inesperada de custos -motivos apontados por 36% e 35% dos empresários ouvidos, respectivamente. No ano passado, a pandemia da Covid-19 fez a produção industrial brasileira parar, principalmente entre os meses de março e abril, com queda de 26,3%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A indústria encolheu 4,5% em 2020. Diante desse cenário, 53% das grandes empresas realizaram apenas parcialmente seus planos, adiaram ou cancelaram os investimentos. Em 2019, 36% das companhias se enquadravam nessas categorias. Os empresários atribuem o aumento de custo de investir à desvalorização do real e aumento de preço dos insumos -principal problema enfrentado pelas empresas no segundo semestre. Segundo a CNI, 23% das empresas se frustraram com a dificuldade de obtenção de matéria-prima. Em 2019, apenas 2% relatavam dificuldade com esse item. Para este ano, porém, o setor industrial espera o retorno à normalidade, com a intenção de investimento retornando a patamar semelhante ao dos últimos anos. Quatro em cada cinco grandes empresas pretendem investir em 2021, taxa superior à observada no ano passado. O levantamento mostrou que a procura pelo aumento da capacidade de produção ganhou importância, com um terço das empresas tendo como principal objetivo de investimentos o aumento da capacidade de suas linhas produtivas. Em 2021, a maior parte dos investimentos deve seguir direcionada para o mercado doméstico. Os dados da CNI indicam um leve aumento nesse enfoque, com a taxa subindo de 20% em 2020 para 22% em 2021. Apesar do aumento, o patamar continua abaixo da média histórica, de 25%. Entre aquelas que não pretendem investir neste ano, 35% dizem que não irão fazê-lo porque não veem necessidade para tal. Outras 33% dizem que não vão investir por falta de capacidade.